O prefeito Elizeu Matos, acompanhadodo secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Juliano Chiodelli, e do executivo de Gabinete, Álvaro Mondadori, visitou na manhã desta quarta-feira (23) a Ekomposit, no bairro Santa Mônica, empreendimento industrial com investimento de R$ 52 milhões, cuja entrada em operação em Lages está prevista para a segunda quinzena do mês de abril.Elizeu foi recebido pela equipe diretiva da Ekomposit, formada pelo diretor-presidente Sérgio Martini; diretor administrativo-financeiro Ulisses Ribas; diretoroperacional Fernando Fuganti; e o gerenteoperacional Rodrigo Savisk.
Ao percorrer as instalações, em uma área construída de 17 mil metros quadrados, Elizeu disse aos empresários que Lages terá até o mês de julho a inauguração de oito grandes empreendimentos, entre os quais a Ekomposit, a Sanovo, o Órion Parque e a ampliação do parque fabril da GPS do Brasil. “Enquanto em outras regiões se têm notícias de fechamento de empresas, em Lages estamos inaugurando e ampliando importantes indústrias. Exemplo disso é a Ekomposit que na sua cadeia produtiva será responsável pela geração de cerca de mil novas vagas de trabalho”, destaca.
Elizeu presenciou, nesta visita, o primeiro teste de tratamento da madeira compensada (matéria-prima da Ekomposit), feito em ambiente de alta pressão e no qual é utilizado o CCB (Borato de Cobre Cromatado) para eliminar todo tipo de micro-organismos presentes na madeira.Segundo explicou Sérgio Martini, após o tratamento as placas de madeira vão para a estufa, para secagem, e depois estarão preparadas para o processo de industrialização. “A madeira industrializada fica altamente resistente e irá competir com a madeira nobre, a exemplo do ipê, do mogno, entre outras chamadas ‘madeiras de lei’, de durabilidade comprovada”, compara.
Diferencial
No processo industrial da madeira, segundo o gerente operacional Rodrigo Savisk, o sistema da Ekomposit se diferencia das demais indústrias em operação hoje no Brasil e inclusive no exterior. “No Brasil o sistema usado aqui é inédito e irá competir com produtos similares já produzidos em alguns países. O nosso diferencial é o desenvolvimento de um produto tão resistente quanto o aço, com a vantagem de ser mais leve, facilitando o manuseio, o processamento e o transporte”, destaca.
Saviski falou que na Ekomposit, como o próprio nome da empresa diz, a madeira é composta, engenheirada, ou seja, o processo industrial começa já a partir da escolha da matéria-prima, à qual são agregadas tecnologias de ponta e inovadoras que resultam em produtos de alta resistência e durabilidade, e com utilização variada, própria para a construção civil e até para a indústria naval, por exemplo.
Primeiros testes industriais
A Ekomposit entrará em operação na segunda quinzena de abril com 40 empregados em duas linhas de testes. Inicialmente os primeiros produtos serão destinados à construção civil, tais como viga, vigote, caibro, forro, deck.No primeiro ano a empresa irá empregar cerca de 80 pessoas somente no setor industrial, sendo que a previsão é de que já no terceiro ano chegue a 220 funcionários atuando direto em todas as linhas de produção da madeira.
A Ekomposit foi planejada para atender o mercado interno. “Porém, está apta para exportar. Já recebemos visita de pessoal interessado no nosso produto, vindo dos Estados Unidos, assim como fomos contatados por empresas do Uruguai e da Argentina”, finalizaSaviski.Dentro do projeto empresarial, a Ekomposit já planeja ampliação do parque fabril, incluindo a geração de energia (a vapor) para atender a própria demanda de consumo.
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