quarta-feira, 16 de julho de 2014

Municipalidade quer economizar R$ 400 mil por ano

 
Quando se retira de circulação um carro com 12 anos de fabricação deixa-se de custear despesas com reposição de pneus, sistema de câmbio, suspensão, chapeação
 
Com o primeiro leilão promovido pela atual administração, em dezembro de 2013, foi possível a aquisição de 21 veículos no dia 4 de julho (Foto: Nilton Wolff / Arquivo)
 
Com base na estrutura da prefeitura, recebida em 2013, e a linha de raciocínio do prefeito Elizeu Mattos e do vice Toni Duarte, foi iniciada a renovação de veículos e equipamentos da municipalidade, a partir de levantamento junto à Diretoria de Patrimônio e Auditoria Interna. A avaliação envolveu todas as secretarias. A frota atual gira em torno de 300 veículos, incluindo tratores.
Com o primeiro leilão promovido pela atual administração municipal, em dezembro de 2013, quando foram expostos 84 itens, foi possível a aquisição de 21 veículos, beneficiando 12 secretarias e órgãos municipais, sendo que a entrega oficial aconteceu no dia 4 de julho. Foram alienados bens baixados, em condições precárias, sucateados e inapropriados para o trabalho.
Foram arrecadados R$ 418.360,00 nos arremates, mas para ser realizada a compra necessária houve complementação municipal (somados também valores do Fundo do Meio Ambiente) chegando-se no total de R$ 212.540,00. Com os dois valores, os investimentos na renovação da frota foram de R$ 630.900,00, segundo o secretário de Administração, Pedro Marcos Ortiz.

Contenção de gastos

Os 21 veículos estão segurados. Uns com seguro total e outros, contra terceiros. Além destes novos, outros estão protegidos, como os ônibus da Secretaria de Educação e dos carros utilizados para transporte de pacientes. A substituição recente, conforme Pedro Marcos, pode gerar economia estimada em 25%, em custeio e manutenção. “Por exemplo, foi substituído um Fusca, que percorre sete quilômetros com um litro de gasolina, por um Palio, que faz 12”, explica.
Conforme Pedro Marcos, quando se retira um carro com 12 anos de fabricação deixa-se de custear mensalmente despesas com manutenção, reposição de pneus, sistema de câmbio e suspensão e chapeação. “Por ano poderão ser economizados R$ 400 mil”, contabiliza. Os equipamentos pesados, que começaram a ser trocados em 2013, possuíam fabricação da década de 1970, em média. Os automóveis variam, mas a média estava entre dez e 20 anos.

Monitoramento

Segundo ele, já está implementado um software contratado desde o ano passado, controlando abastecimento e manutenção, visualizando hoje o que não havia antes, como o custo da frota e o individualizado por secretaria e por órgão. “A análise é a ferramenta que nos dá condição de dizer se aquele item (equipamento, automóvel ou caminhão) deverá permanecer ou não, seja pelo alto custo de manutenção, consumo de combustível, de pneus ou peças”, exemplifica. Assim alinham-se e colocam-se veículos e equipamentos adaptados para condições tanto do interior quanto da parte urbana, e retira-se de circulação os menos eficientes. “Com isso nos é permitido manter a renovação”, observa.
Nos veículos antigos está em fase de testes, em alguns, de maior movimentação, o sistema sigiloso de monitoramento. De acordo com o secretário, consiste numa primeira etapa, sendo que posteriormente a tendência é a instalação de GPRS (GPRS é a sigla de “General Packet Radio Services”, em inglês, ou “Serviços Gerais de Pacote por Rádio”, em português). O sistema permite analisar, pelo número de frota e placa, data, hora e velocidade na via, seja qual for. “A lógica geral do sistema de frota é muito mais complexo do que apenas entregar um veículo novo”, finaliza.

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