segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Acadêmicos conhecem funcionamento do Programa Saúde Bucal

 
O propósito é conhecer de forma mais aprofundada o funcionamento da rede de Atenção Básica Bucal / Estratégia Saúde da Família
 
A instituição de uma equipe, o funcionamento de uma UBS, o primeiro atendimento e qual o caminho a percorrer para o paciente acessar o atendimento hospitalar fizeram parte das explicações (Foto: Marcio Avila)
 
O diretor de Saúde Bucal da Secretaria Municipal da Saúde, Afonso Ribeiro, recepcionou na manhã desta segunda-feira (15) estudantes da 2ª fase do curso de odontologia da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). O propósito dos 36 acadêmicos é conhecer de forma mais aprofundada o funcionamento da rede de Atenção Básica Bucal / Estratégia Saúde da Família (ESF).
A visita aconteceu por iniciativa da professora Mirian Kuhnen. Distribuição de medicamentos e grupos e programas também foram apresentados. “Os trouxemos com o objetivo de capacitá-los quanto ao SUS (Sistema Único de Saúde) e aproximá-los da prática”, salienta Mirian.
No município são oferecidos, gratuitamente, com a estruturação da Saúde Bucal, os serviços de restauração de dentes; tratamento de canal; prótese dentária parcial e total; atendimento a pacientes com necessidades especiais no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Uniplac; odontopediatria; tratamento de gengiva (periodontia); cirurgia oral menor, que difere da cirurgia bucal hospitalar, já está instituída no SUS através dos atendimentos de trauma no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, e atendimentos para diagnóstico precoce de câncer.
Afonso Ribeiro ressalta que o encontro tem por objetivo mostrar aos alunos como é a Atenção Básica num todo. “Foi explicado a eles a forma de instituição de uma equipe, o funcionamento de uma Unidade Básica de Saúde tanto na área urbana quanto rural, onde acontece o primeiro atendimento e qual o caminho a percorrer para o paciente acessar o atendimento hospitalar”, relata.

Parceria

Ele destaca que esta semana estão fechando parceria com o Seara do Bem e será possibilitado, via SUS, atendimento bucal hospitalar aos menores de 16 anos/paciente especial. “Há pessoas que morrem devido a problemas dentários, pois há infecções, por exemplo, que se não tratadas chegam ao tórax”, detalha. A coordenadora do Programa Saúde Bucal, Priscila Nunes, e o coordenador do Programa Saúde do Homem, Raphael Cascaes, também conversaram com os universitários.

Mudanças

De acordo com o Ministério da Saúde, a prestação de serviços públicos de saúde bucal no Brasil, historicamente, caracterizava-se por ações de baixa complexidade, na sua maioria curativas e mutiladoras, com acesso restrito. A grande maioria dos municípios desenvolvia ações para a faixa etária escolar, de 6 a 12 anos, e gestantes. Os adultos e os idosos tinham acesso apenas a serviços de pronto-atendimento e urgência, geralmente mutiladores. Isto caracterizava a odontologia como uma das áreas da saúde com extrema exclusão social, segundo dados do governo federal.
De acordo com o Levantamento Nacional de Saúde Bucal, concluído em 2003 pelo Ministério da Saúde, 13% dos adolescentes nunca haviam ido ao dentista, 20% da população brasileira já tinha perdido todos os dentes e 45% dos brasileiros não possuíam acesso regular a escova de dente.
 

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