Aproximadamente dez cursos são desenvolvidos, de forma simultânea, todos os dias da semana: pintura em tecido, bordado, biscuit, tricô, crochê, feltro, patchwork
Instituição dissemina seu trabalho levando aos quatro cantos de Lages os princípios da Economia Solidária (Foto: Sandro Scheuermann)
O quinto mês de 2014 está prestes a iniciar e a Associação de Assistência Social, Trabalho e Cidadania (Samt) já proporciona qualificação a 1.610 mulheres em 53 bairros de Lages com o Projeto Ciranda, baseado nos apontamentos da Economia Solidária. Aproximadamente dez cursos são desenvolvidos sem custo para participação, de forma simultânea, todos os dias da semana: pintura em tecido, bordado, biscuit, tricô, crochê, feltro, patchwork, entre outros.
Até chinelos, com restos de carpê e papelão, elas fazem. Na Casa de Semiliberdade, no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), na Associação Serrana dos Deficientes Físicos (Asdf) e dos Deficientes Visuais do Planalto Serrano (Adevips) são oferecidas aulas de fitatusa (fibra de celulose e cola, utilizada na parte final da enroladeira das máquinas de papel) doada pela Klabin. Com o sentido tátil extremamente aguçado e ativando a psicomotricidade, os deficientes visuais refinam a arte das mãos e fazem macramê em fitatusa, decorando potes de vidro. “É um trabalho esplendoroso”, reconhece a presidenta da Samt, Rosa Abou Hatem.
As mulheres já manifestam posicionamentos de iniciativa para venderem os próprios produtos, também à venda na loja da Samt, no Centro (rua Nereu Ramos), e os feitos pela monitoras são comercializados na Casa do Artesão. Mulheres que passaram pelo Ciranda vendem suas mercadorias em feiras e durante as edições da Força-Tarefa Lages Cidadã.
90 alunas no curso de costura
Além dos bairros, a Samt disponibiliza em sua sede, na rua Frei Gabriel, 344, no Centro, o curso de costura industrial para 90 alunas, e nos núcleos no Santa Clara e Santa Mônica. Na sede, são oito turmas com aulas de segunda a sexta, nos três períodos. “Temos uma fila de espera de cem cadastros e tamanha é a demanda que não conseguimos formar ainda mais mão de obra por conta da falta de espaço. O mercado de trabalho contrata as meninas antes mesmo que concluam o curso. É trabalho garantido”, aponta Rosa.
Ela diz que está em tratativa uma parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc) para expandir o curso têxtil. A ideia prevê cursos sendo oferecidos no Instituto, vinculados também ao Programa Mulheres Mil, que além de oportunizar qualificação profissional de graça, ainda oferece auxílio de R$ 100,00 mensais.
Mudança fmailiar
Marlene das Graças Santos Souza, 61 anos, reside no Bela Vista e é aluna de costura. “O curso é ótimo. É uma maneira de valorizar o meu trabalho e a mim mesma, pois é legal a gente se arrumar em casa para sair, sabendo que as máquinas estão a nossa espera. Eu tenho mais ânimo e dentro de casa mudou para melhor. O meu marido me incentiva muito; ele fica em casa fazendo a comida já que está aposentado. Agora a história é outra”, confessa.
Data: 17/04/2014
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