“É preciso sensibilizar os profissionais para melhor receber e atender os pacientes, pois a população procura a unidade quando está com algum problema, e precisa de atenção redobrada.” Cristina Subtil
Após os encontros, separados por oficinas, os envolvidos retornaram ao auditório do CCJ para compartilhar os resultados das discussões sobre ações para serem executadas nas UBSs (Foto: Toninho Vieira e Cao Ghiorzi)
A tarde desta quinta-feira (24) foi escolhida para a discussão sobre três dos principais tópicos relacionados à saúde da mulher, com a primeira oficina realizada pelo Centro de Estudo e Assistência à Saúde da Mulher (Ceasm), iniciativa da Secretaria de Saúde. O evento acontece no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e salas da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). Nathalia Paes é a coordenadora do Ceasm.
Os cem profissionais (enfermeiros, médicos) da Atenção Básica, atuantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) receberam conhecimentos sobre os temas prioritários abordados – pré-natal, violência contra a mulher, sexualidade e autoestima feminina.
As enfermeiras especialistas em obstetrícia, Maiura Rosa Amaral de Oliveira e Suian de Liz Gonzaga dos Santos, estiveram à frente da oficina sobre o pré-natal; a mestra em educação, Yalin Brizola Yared, abordou o tema da sexualidade e, por fim, o assunto da violência contra a mulher, explorado pela coordenadora da Casa de Apoio à Mulher Vítima de Violência, Luciane Alves Ozorio, entre outras profissionais da Assistência Social.
Na avaliação da secretária de Saúde, Cristina Subtil, as condições da vida moderna acabam afastando o contato físico e emocional entre as pessoas. “E isso não pode acontecer quando a saúde dos indivíduos está fragilizada. É preciso sensibilizar os profissionais para melhor receber e atender os pacientes, pois a população procura a unidade quando está com algum problema, e precisa de atenção redobrada”, analisa.
Técnica aliada à afetividade
Após os encontros, separados por oficinas, os envolvidos retornaram ao auditório do CCJ para compartilhar os resultados das discussões sobre ações para serem executadas nas UBSs e volta ao trabalho com conhecimentos agregados. “As oficinas tocam nos pontos afetivos, o que costuma-se ocultar no dia a dia, prevalecendo o aporte técnico. Hoje, aqui, estamos mexendo com as emoções”, pondera a diretora de Atenção Básica, Paola Schweitzer. Ela explica que se tem como meta desenvolver o conhecimento e através dele, o planejamento de ações dentro dos preceitos da Estratégia da Saúde da Família (ESF). “A cada 15 dias, às quintas-feiras, os colaboradores da Atenção Básica têm um horário reservado para estudos, aprimorando cada vez mais o trabalho”, revela.
Como a gestante é atendida no Habitação
Inscrita para participar da oficina de pré-natal, a enfermeira Sabrina Ataide trabalha na Unidade de Saúde do Habitação e já atua com base no acolhimento. “A primeira consulta da gestante é realizada com a enfermeira na unidade. Fazemos o cadastro do pré-natal e orientamos sobre como serão as consultas durante os nove meses de acompanhamento da gestação. Tem um dia específico para o atendimento, mas não significa que pode ser amparada somente neste dia. Estamos ali, na verdade, para criar o vínculo de confiança e afetivo com a futura mamãe”, ressalta.
São fornecidos medicamentos e encaminhamentos para exames, como ultrassonografia e, no caso das gestações de alto risco, há apoio especial no Ceasm. “A troca de experiências entre profissionais de diferentes Unidades de Saúde pode fazer com que métodos utilizados em algumas possam ser interessantes em outras”, comenta. No Habitação, as maiores incidências de gravidez é a de adolescentes entre 16 e 18 e anos e multíparas (mulheres com mais de três filhos).
Data: 24/04/2014
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