“O Mutirão está agradando; nas agências às vezes passamos anos esperando e ninguém é chamado. Daqui eu acredito que muitos conquistarão um emprego de forma rápida.” Franciele Costa dos Santos
Moradores de Lages se engajam na busca por um trabalho formal. (Fotos: Sandro Scheuermann)
Daiane da Silva, 31 anos, mora no bairro Conta Dinheiro, tem ensino médio completo e está à procura de trabalho há quatro meses. Depois de trabalhar como operadora de caixa, balconista e vendedora está à espera de uma oportunidade proveniente do Mutirão do Emprego, que está aconteceu nesta quarta-feira (2), no calçadão da Praça João Costa. “Tenho um filho de 11 anos e meu esposo é marceneiro. Percebi hoje que tem muitas vagas. Tem muita gente desempregada em Lages. O problema é que muitas vezes exigem experiência e a gente não tem. Minha esperança é que tenha uma vaga para mim e eu saia daqui empregada.” Daiane se cadastrou junto à Câmara de Dirigentes Lojsitas (CDL) e aguardará um chamado para entrevista.
Há dois meses sem trabalho registrado, Fábio Roberto Ribeiro Mendonça, 26 anos, morador do Centro, casado com uma teleatendente e pai de um garoto de quase 2 anos, apostou no Mutirão do Emprego. “Está difícil arranjar trabalho. Estou cursando o supletivo de ensino fundamental e carrego o peso de não ter escolaridade suficiente, pois comecei a trabalhar muito cedo, aos 16 anos, como garçom. Em minha opinião, há muita gente desempregada para o tanto de vagas que existe”, analisa o rapaz, que já atuou como auxiliar de depósito, auxiliar geral em frigorífico, operador de empilhadeira e paleteira elétrica. “Se eu não sair daqui empregado, pelo menos já vai ser meio caminho andado”, conclui, enquanto aguardava a vez para cadastrar-se junto à CDL.
Público de pontos variados da cidade
Willian Samuel Rodrigues, 24 anos, mora no bairro Popular e também procura uma oportunidade. “O Mutirão abrevia os caminhos”, resume o rapaz, enquanto aguarda na fila, carregando experiências em lavanderia hospitalar, empresa de lentes de óculos, de papel e celulose, de sorvetes e em padaria.
Franciele Costa dos Santos, 30 anos, reside no bairro Várzea e enfrentou a fila para conhecer as vagas. “É provável que se as empresas não exigissem tanta experiência não haveria tanta gente aqui. Caso exija-se menos experiência automaticamente existem mais oportunidades. O Mutirão está agradando; nas agências às vezes passamos anos esperando e ninguém é chamado. Daqui eu acredito que muitos conquistarão um emprego de forma rápida”, finaliza, apontando suas principais experiências: doméstica, teleatendente e auxiliar de produção. “Fiz cursos e hoje procuro um emprego melhor. Hoje meus filhos estão maiores e preciso, mais do que nunca, trabalhar.”
Data: 02/04/2014
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