terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Vida transformada pelo Acolher


“O lugar me devolveu minha dignidade, honestidade, disciplina, o respeito às regras, a vontade de viver.” Vanderlei Costa dos Santos
Vanderlei está há sete meses no projeto (Foto: Sandro Scheuermann)
Vanderlei está há sete meses no projeto (Foto: Sandro Scheuermann)
Aos 38 anos, Vanderlei Costa dos Santos renasceu. Ele não esquece o dia em que entrou na casa do Projeto Acolher, o primeiro passo para novas páginas de sua história: 22 de maio de 2013. O construtor teve em seu destino uma armadilha, a dependência química, e sofre a triste experiência do consumo de maconha, cocaína e crack. Ele esteve em situação de rua no bairro Universitário por três anos e era reconhecido por vender minilatas de refrigerante no semáforo em frente ao supermercado Alvorada.
Vanderlei diz que foi curioso e acabou se dando mal em função de “amigos”, caindo nas mãos das drogas. “Eu tinha família; minha filha estava com 8 anos. Fui casado por sete anos. Antes de ir para as ruas, eu já frequentava o Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas). Eu estava bem debilitado: magro, barba e cabelos compridos, há dias sem banho, roupas sujas, bem antissocial. Várias pessoas me viram depois que estou no Acolher e disseram: ‘Não acredito que é você.’ As coisas estão muito boas agora e me reaproximei da família”, relata.

Oportunidades

O Projeto Acolher proporcionou que Vanderlei voltasse aos estudos rumo à conclusão do ensino fundamental, conseguisse a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e desenvolvesse o dom de confeccionar bijuterias a partir de miçangas. “Os vínculos familiares, que estavam rompidos, puderam ser resgatados com as irmãs e tias. Voltei a me dar bem com elas”, conta. Ele cresceu sem conhecer seu pai.
Seus sonhos estarão completos quando sair do Acolher e conquistar a liberdade plena, pois ainda está em tratamento médico e tem receio de uma recaída. “De mês em mês eu passo por uma avaliação. A mudança tem de partir de mim, não adianta esperar pelos outros. Falta me estabelecer financeiramente, conseguir emprego e renda fixos. O Projeto Acolher me devolveu minha dignidade, honestidade, disciplina, o respeito às regras, a vontade de viver”, destaca.
Data: 04/02/2014

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