segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Serviço de acolhimento em caráter provisório está sendo implantado em Lages


A previsão, segundo a Secretaria de Assistência Social, é de que comecem a funcionar daqui a 30 dias, mais tardar, no início de abril
“Lages está recebendo mais dois excelentes equipamentos de proteção social”, diz o secretário (Foto: Daniele Mendes de Melo)
“Lages está recebendo mais dois excelentes equipamentos de proteção social”, diz o secretário (Foto: Daniele Mendes de Melo)
O Serviço de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua, também chamado “Acolhimento POP Rua”, será destinado para homens, mulheres e famílias que apresentam rupturas ou fragilidades em seus vínculos familiares, com o intuito de garantir proteção social. A capacidade de atendimento é para 25 usuários. A previsão de permanência na casa é de no máximo 90 dias. A instituição tem características residenciais, ambiente acolhedor e estrutura física adequada, visando o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar possível.
O Serviço de Acolhimento será prestado em um imóvel locado pela Prefeitura de Lages, na rua Frei Gabriel, 848, Centro, onde também funcionará o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro POP. A previsão, segundo a Secretaria de Assistência Social, é de que os serviços comecem a funcionar daqui a 30 dias, mais tardar, no início de abril.
A manutenção conta com recursos do governo federal. A administração municipal oferece contrapartida – pagamento de aluguel, contratação e pagamento de profissionais e outras despesas. “Com o Acolhimento POP Rua, o projeto Acolher não estará mais instalado no bairro Santa Helena e a casa será devolvida aos proprietários, pois é um espaço locado”, comenta o secretário de Assistência Social, José Amarildo Farias.
São repassados, ao mês, R$ 6 mil ao Acolher, pela prefeitura, que serão transferidos para o novo serviço temporário de acolhimento. Além destes, mais R$ 6 mil são repassados pelo governo federal, fora os recursos destinados à abordagem social, que passará por uma intensificação do trabalho nas ruas referente à entrega de esmolas nos semáforos, por exemplo, com trabalho educacional.

Convívio familiar e comunitário

O atendimento acontecerá de forma personalizada e em pequenos grupos, favorecendo o convívio familiar e comunitário, sendo que as regras de gestão e de convivência devem ser construídas de forma participativa e coletiva, assegurando a autonomia dos usuários, de acordo com seus perfis. Funciona como uma unidade institucional de passagem para acolhimento imediato e emergencial, com equipe preparada para receber os usuários a qualquer hora do dia ou da noite, enquanto se realiza um minucioso estudo para diagnóstico de cada situação. O Serviço de Acolhimento assemelha-se com o Acolher e contará com apoio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
Haverá trabalho de documentação para quem ainda não tem e disponibilidade para os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), além de outras atividades pertinentes a um lar, incluindo espaço para horta. “A organização deve atribuir privacidade, respeito aos costumes, tradições e diversidade de ciclos de vida, bem como os arranjos familiares, raça, etnia, religião, gênero e orientação sexual”, aponta o diretor de Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, Joatan Pereira. A casa está passando por uma adaptação para atender a futura demanda.

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