Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ouorações. Quando esta ligação acontece, normalmente há umasubordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura da língua pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
Semanticamente, as preposições podem indicar diversas circunstâncias:
Lugar = Estivemos em São Paulo.
Origem = Essas maçãs vieram da Argentina.
Causa = Ele morreu por ter vivido demais.
Assunto = Conversamos bastante sobre você.
Meio = Passeei de bicicleta ontem.
Matéria = Comprei roupas de lã.
Sintaticamente, fazem parte de:
• Complementos verbais: Obedeço “aos meus pais”.
• Complementos nominais: continuo obediente “aos meus pais”.
• Locuções adjetivas: É uma pessoa “de caráter”.
• Locuções adverbiais: Naquele momento agi “com cuidado”.
• Orações reduzidas: “Ao chegar”, foi abordado por dois ladrões.
Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais quepodem atuar como preposições: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.
Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
Contração: Quando a preposição sofre alteração.
DE + ARTIGOS
De + o(s) – do(s)
De + a(s) – da(s)
De + um – dum
De + uns – duns
De + uma(s) – duma(s)
DE + PRONOME PESSOAL
De + ele(s) – dele(s)
De + ela(s) – dela(s)
DE + PRONOMES DEMONSTRATIVOS
De + este(s) – deste(s)
De + esta(s) – desta(s)
De + esse(s) – desse(s)
De + essa(s) – dessa(s)
De + aquele(s) – daquele(s)
De + aquela(s) – daquela(s)
De + aquilo – daquilo
De + isto(s) – disto(s)
De + isso(s) – disso(s)
DE + ADVÉRBIO
De + aqui – daqui
De + aí – daí
De + ali – dali
EM + ARTIGOS
Em + o(s) – no(s)
Em + a(s) – na(s)
Em + um – num
Em + uns – nums
Em + uma(s) – numa(s)
A + ARTIGO FEMININO
A + a(s) – à(s)
A + PRONOME DEMONSTRATIVO
A + aquele(s) – àquele(s)
A + aquela(s) – àquela(s)
A + aquilo – àquilo
PER + ARTIGOS
Per + o – pelo(s)
Per + a – pela(s)
DE + PRONOME INDEFINIDO
De + outro – doutro(s)
De + outra – doutra(s)
EM + PRONOME DEMONSTRATIVO
Em + este(s) – neste(s)
Em + esta(s) – nesta(s)
Em + esse(s) – nesse(s)
Em + aquele(s) – naquele(s)
Em + aquela(s) – naquela(s)
Em + aquilo – naquilo
Em + isto – nisto
Em + isso – nisso
OBSERVAÇÕES:
1. Não se deve contrair a preposição DE com o artigo que inicia o sujeitode um verbo, nem com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. Por exemplo:
- Isso não depende de o professor querer. (CERTO)
- Isso não depende do professor querer. (ERRADO)
- Isso não depende de ele querer. (CERTO)
- Isso não depende dele querer. (ERRADO)
2. ONDE ou AONDE?
ONDE indica “em algum lugar” e AONDE, “a algum lugar”:
“Esta é a rua ONDE mora a família Costa.”
(a família Costa mora NA rua);
“Este é o cinema AONDE fomos ontem.”
(ontem fomos AO cinema);
“ONDE estou?” (quem está, está EM algum lugar);
“AONDE você vai?” (quem vai, vai A algum lugar).
3. Uso da preposição Entre:
a) Não usar a preposição “a” em lugar da conjunção “e” após a preposição “entre” em referência a quantidade:
Errado: “Entre 10 a 15 candidatos faltaram ao exame”.
Correto: “Entre 10 e 15 candidatos faltaram ao exame”.
b) Não confundir “entre” com “dentre”. “Dentre” é a combinação das preposições “de” + “entre” e só se usa com verbos que exijam as duas preposições ao mesmo tempo, como “retirar”, “sair”, “surgir” e outros semelhantes. Veja os exemplos:
Correto: “Retirar dentre as cópias feitas aquelas que contêm falhas”.
Correto: “Surgiu dentre os gravetos uma cobra venenosa”.
Errado: “Havia, dentre os candidatos, um que era cego”
4. Não usar pronome pessoal do caso reto (eu, tu) regidos por preposição, esta pede pronome oblíquo. Usar pronome pessoal do casoreto quando o verbo pedir um sujeito.
Errado: “Este trabalho é para eu”;
Certo: “Este trabalho é para mim”;
(preposição rege pronome oblíquo)
Errado: “Este trabalho é para mim fazer”;
Certo: “Este trabalho é para eu fazer”;
(preposição não rege sujeito de um verbo)
Errado: “Entre eu e você não há problemas”;
Certo: “Entre mim e você não há problemas”;
(preposição rege pronome oblíquo)
Errado: “Entre mim comprar e consumir existe muita diferença”.
Correto: “Entre eu comprar e consumir existe muita diferença”.
(Neste caso, a preposição rege os dois verbos, e não o sujeito “eu”.)
Errado: “Vou falar para tu, para tu falares para ela;
Certo: “Vou falar para ti, para tu falares para ela;
(preposição rege pronome oblíquo, e não o sujeito)
5. Preposição + Pronome Relativo
5.1 Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo “que”. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se “o qual” (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
5.2 O pronome relativo quem deve ser utilizado antecedido de preposição quando funcionar como objeto direto. Nesse caso, haverá a anteposição obrigatória da preposição a, e o pronome passará a exercer a função sintática de objeto direto preposicionado. Por exemplo:
5.2 O pronome relativo quem deve ser utilizado antecedido de preposição quando funcionar como objeto direto. Nesse caso, haverá a anteposição obrigatória da preposição a, e o pronome passará a exercer a função sintática de objeto direto preposicionado. Por exemplo:
A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
1. A garota está em minha sala. Conheci a garota ontem.
2. A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
No primeiro período, o termo <garota> funciona como sujeito na primeira oração e objeto direto na segunda oração. No segundo período, funciona como sujeito. Como a oração do segundo período é uma fusão das duas orações do primeiro período, falta algo que represente o termo <garota> como objeto direto, esta é a função do quem para este caso. Como regra prática, pode-se verificar se é adequado usar <o qual, a qual, os quais, as quais>.
2. A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
No primeiro período, o termo <garota> funciona como sujeito na primeira oração e objeto direto na segunda oração. No segundo período, funciona como sujeito. Como a oração do segundo período é uma fusão das duas orações do primeiro período, falta algo que represente o termo <garota> como objeto direto, esta é a função do quem para este caso. Como regra prática, pode-se verificar se é adequado usar <o qual, a qual, os quais, as quais>.
A garota a quem onheci ontem está em minha sala.
A garota a qual conheci ontem está em minha sala.
A garota a qual conheci ontem está em minha sala.
O pronome quem não será precedido de preposição quando funcionar como sujeito. Veja no exemplo seguinte que o termo <ele> funciona como objeto direto na primeira oração e como sujeito na segunda oração do período 1. No período 2, funciona como objeto direto, faltando um termo que o substitua e funcione como sujeito na fusão das duas orações, esta é a fução do pronome relativo quem no exemplo seguinte.
Isso ocorrerá quando possuir o mesmo valor de o(s) que, a(s) que, aquele(s) que, aquela(s) que. Ex:
1. Foi ele. Ele me disse a verdade.
2. Foi ele quem me disse a verdade.
Isso ocorrerá quando possuir o mesmo valor de o(s) que, a(s) que, aquele(s) que, aquela(s) que. Ex:
Foi ele quem me disse a verdade.
Foi ele o que me disse a verdade.
Foi ele o que me disse a verdade.
Nesses casos o pronome quem será denominado de Pronome Relativo Indefinido.
OBS: Também não será precedido por preposição quando tratar-se de pronome interrogativo. Ex:
Quem faltou hoje?
2. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
6. Preposição + Conjunção Integrante
Quando uma conjunção integrante está ligada a um nome, o uso da preposição é obrigatório. Ex:
Errado: Eu tenho esperança que ela volte.
Certo: Eu tenho esperança de que ela volte.
Nesse caso, o “que” é conjunção integrante porque ele introduz um complemento de esperança: “de que ela volte” (Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal - Uso da preposição obrigatório).
Se estiver ligada a verbo que pede complementação indireta, também haverá preposição:
Errado: Eu gosto que ela me ajude.
Certo: Eu gosto de que ela me ajude. (Quem gosta, gosta de)
Nesse exemplo, o “que” também é uma conjunção integrante. Desta vez introduz um complemento do verbo gostar: “de que ela me ajude” (Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta).
OBS: Segundo alguns gramáticos, para melhorar a eufonia, a preposição pode ser omitida quando o “que” introduz oração que tem a função de objeto indireto. Em concursos, verifique o entendimento da banca, a Cespe, por exemplo, não aceita.
Duvido de que ele faça isso.
Duvido que ele faça isso
Ele concordou em que aquela era a melhor proposta...
Ele concordou que aquela era a melhor proposta...
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