Conjunção: “União, encontro. Palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração.”
Antes de explicar as conjunções é preciso entender a composição de períodos. Período simples é uma oração que possui apenas um verbo. O período composto é formado por duas ou mais orações, possuindo dois ou mais verbos.
(1) Irei à praia. (Período Simples)
(2) Comprarei um protetor solar e irei à praia. (Período Composto por Coordenação)
(3) Irei à praia se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto por Subordinação).
(4) Me perguntaram se irei à praia. (Período Composto por Subordinação).
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação ou uma relação de subordinação. Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período. Por exemplo, o período do exemplo 2 pode ser dividido em duas orações independentes:
2.1 Comprarei um protetor solar.
e
2.2 Irei à praia.
No exemplo 2, estas duas orações são ligadas por uma conjunção, neste caso, trata-se de uma conjunção coordenativa.
Nos exemplos 3 e 4, não é possível separar as duas orações:
3.1 Irei à praia,
se
3.2 antes eu comprar um protetor solar. (não faz sentido)
4.1 Me perguntaram (não faz sentido)
se
4.2 irei à praia.
Conforme podemos perceber, no exemplo 3, a segunda oração só tem sentindo existindo a primeira. No exemplo 4, a primeira oração só tem sentido existindo a segunda. Estes são períodos composto por subordinação. A conjunção que liga as orações no exemplo 3 é umaconjunção subordinativa adverbial e a do exemplo 4 é uma conjunção subordinativa integrante.
Conjunções Coordenativas
As conjunções que unem as orações coordenadas são classificadas em cinco tipos. Estas conjunções ligam dois termos ou orações de modo tal que:
Aditiva: A segunda oração (ou termo) é adicionada à primeira.
Adversativa: A segunda oração é uma ressalva à primeira.
Alternativa: A segunda oração é uma alternativa à primeira.
Conclusiva: A segunda oração é uma conclusão da primeira.
Explicativa: A segunda oração é uma explicação para a primeira.
Conjunções Subordinativas Adverbiais
As conjunções subordinativas introduzem orações subordinadas adverbiais, exprimindo, portanto, várias circunstâncias relacionadas ao advérbio. Analisemos, pois, como são classificadas:
Conjunções Subordinativas Integrantes
Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito, objeto direto, predicativo, aposto, agente da passiva, objeto indireto, complemento nominal de outra oração. As conjunções subordinativas integrantes são que e se. Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando não, usa-se se.
Afirmo que sou inteligente. (Afirmo ISSO)
Não sei se existe ou se dói. (Não sei ISSO)
Espero que você não demore. (Espero ISSO)
Uma forma de identificar o se e o que sendo empregados como conjunção integrante é substituí-los por "ISSO", conforme os exemplos acima.
Valor semânticos das conjunções
Em linhas gerais, a missão gramatical das conjunções é unir elementos de mesmo valor funcional. O valor das conjunções é definido quando se consegue compreender o caráter e o papel desempenhados por elas na estrutura oracional. As orações conectadas traduzirão por si mesmas, com a presença do conector sintático, o valor semântico do período por elas composto. Assim, as orações
(1) “... ele deu uma índole expressiva, e fez dessa personalidade um autor...”
(2) “Tudo é mistério e tudo está cheio de significado.”
possuem conectores sintáticos de mesmo caráter: e, correspondentes às orações coordenadas sindéticas aditivas. Porém, esse conector desempenha um papel diferenciado entre (1) e (2).
Em (1), o caráter e o papel são equivalentes. A conjunção é de valor aditivo bem como as orações que se unem transmitem adição de enunciados. Não só a conjunção aditiva está presente como também a relação semântica é de adição. O autor soma informações utilizando a conjunção e, pois une as ideias: deu e fez, duas ações verbais. Há soma de dois verbos, portanto tem-se o mesmo valor funcional em cada uma das palavras conectadas.
Em (2), o caráter e o papel divergem. A conjunção, embora seja de caráter aditivo, desempenha um papel de oposição. Portanto, verifica-se que as orações se unem por oposição dos enunciados. Este fato acontece porque o autor primeiramente afirma tudo ser mistério, e em seguida diz que tudo está cheio de significado. Como tudo pode ser mistério e estar cheio de significado? Por mais curioso que pareça, esta foi a forma que o autor empregou para criar uma expressão adversativa não muito comum, mas que o falante pode construir, uma vez que a coordenação o permite, sem que acarrete problemas na compreensão de ideias.
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