quinta-feira, 2 de março de 2017

Carência de 5 mil servidores pode acelerar novo concurso da PF

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Há quatro anos sem reposição de profissionais na área administrativa, a Polícia Federal (PF) sofre com déficit de 5 mil servidores, sendo 3.500 somente no cargo de agente administrativo (nível médio) e 1.500 funções de nível superior.
De acordo com o o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF), Éder Fernando da Silva em entrevista à Folha Dirigida, há 630 servidores em abono permanência, com condições de se aposentarem a qualquer momento, e até 2019 acho que o número chegará a mil profissionais. Também existem problemas como a alta rotatividade, grande desvio de função e muitas terceirizações.
Desde dezembro de 2016 o órgão espera pela confirmação de disponibilidade orçamentária para abertura de 558 vagas de nível superior no próximo ano. Deste total, 491 oportunidades serão para delegado e 67 para perito. As remunerações iniciais devem passar de R$ 17 mil para jornada de trabalho de 40 horas semanais. A PF possui autonomia para a abertura de concurso público, mas ainda segue dependente do aval do Planejamento para o preenchimento das vagas.
Para quem tem interesse em concorrer no cargo de delegado é necessário ter bacharelado em Direito e três anos de experiência em atividade jurídica ou policial. Já para perito, é exigida formação superior específica, conforme à área de atuação a ser oferecida. E ainda, para ambas funções é necessário possuir carteira de habilitação, na categoria B ou superior.
último concurso para área administrativa teve a validade prorrogada dois anos, contados a partir de 2 de junho deste ano. O certame ofereceu 566 vagas para os níveis médio e superior, distribuídas entre os cargos de Agente Administrativo, Administrador, Arquivista, Assistente Social, Contador, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista, Engenheiro Mecânico e Psicólogo. Os salários iam de R$ 3.316,77  a R$ 5.081,18.
A PF também não conta com seleção vigente para escrivão e papiloscopista, porém novas solicitações ainda não foram encaminhadas. No fim do ano passado, o então presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Jones Leal, ressaltou que a maior necessidade de pessoal está justamente nesses cargos mais operacionais. “Precisamos de agentes, escrivães, papiloscopistas. De policiais que realmente façam o serviço de repressão, seja ele de forma ostensiva ou investigativa”, disse.

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