O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da comissão especial de impeachment, recomendou nesta terça-feira a continuidade do processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff.
O tucano conclui que há provas de que a presidente cometeu crime de responsabilidade na gestão das contas públicas, seja por ação direta ou omissão.
As irregularidades denunciadas são atrasos nos repasses para bancos públicos (pedaladas fiscais) e publicação de decretos aumentando despesas mesmo quando a meta fiscal não estava sendo cumprida.
"A gravidade dos fatos constatados não deixa dúvidas quanto à existência não de meras formalidades contábeis, mas de um autêntico 'atentado à Constituição'", escreveu, em seu relatório.
O parecer de Anastasia será votado pela comissão na quinta-feira. Sendo aprovado ou não, ele será apreciado pelo conjunto dos 81 senadores em plenário na próxima terça. Dilma deve ser julgada no fim do mês se mais da metade votar pela continuidade do processo - o que é amplamente esperado.
Nas últimas semanas, durante a chamada fase de pronúncia, os senadores ouviram 44 testemunhas e analisaram 171 documentos, entre informações prestadas por órgãos públicos, peritos do Senado e defesa e acusação.
Entenda abaixo os principais argumentos do relatório de Anastasia e o que diz a defesa de Dilma - a presidente nega qualquer ilegalidade.
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