Depois de uma longa espera, que ultrapassa 20 anos, os moradores do bairro Novo Milênio finalmente irão presenciar a pavimentação da principal via do bairro, a José Maria de Freitas, rua de chão batido, localizada em área amplamente íngreme, cuja dificuldade de tráfego é constante nos dias de chuva, inclusive com impedimento da passagem dos veículos de transporte coletivo urbano. O secretário de Infraestrutura, Dieferson Branger, vistoriou os trabalhos na tarde desta quarta-feira (20), que estão em fase de compactação das pedras depositadas sobre a estrada.
Serão pavimentados aproximadamente 400 metros desde a rua Manoel Coimbra (principal do Santa Clara) passando até o encaixe da ponte de acesso ao bairro, se houver conformidade com a previsão orçamentária. “Hoje (quarta-feira) pela manhã conversei com profissionais da Britagem Gaspar e estamos vendo a questão da contratação da massa asfáltica”, informa Dieferson. A previsão é de que a rua esteja pavimentada até a primeira quinzena de maio. Estão sendo executados os trabalhos da parte de macadame hidráulico, que é de menor custo, além de travamento. “Obviamente que a questão do sobrepeso dos ônibus diariamente está sendo levada em conta”, diz.
Os acabamentos serão feitos com base de pedra britada graduada, imprimação e capa asfáltica. Todos os materiais estão sendo custeados com recursos próprios do Município. De massa asfáltica chegará ao total de R$ 100 mil mais R$ 80 mil em drenagem pluvial e de material britado. A camada terá cinco centímetros de espessura e a parte de macadame mais 15 centímetros, além de 12 centímetros de base. A drenagem recebe retificação, substituição e complementação de caixas de boca-de-lobo coletoras de resíduos sanitários, utilizando-se blocos de concreto. “Foi feita manutenção e a pedido do prefeito Elizeu Mattos intensificamos o trabalho”, salienta Dieferson que na terça-feira (26) se reunirá com o prefeito para tratar sobre a necessidade de asfaltamento de outras ruas da cidade.
Moradores mais felizes
O pintor Alexsandro Antunes, 39 anos, recorda que é o terceiro morador do bairro, reside na rua paralela à José Maria de Freitas e pôde presenciar a movimentação das máquinas nesta véspera de feriado. “Eram só promessas e promessas. Vou ser sincero, se está assim já está melhor do que antes. Vou ficar mais feliz quando ver o asfalto aqui, pois são muitos anos em aguardo, com sofrimento dos habitantes. Mas só de ver tantas máquinas e operários a gente já fica otimista”, revela.
Normélio Isidoro Diehr, 85 anos, mora na rua José Maria de Freitas há 16 anos. “Antes estava só um carreiro pra gente passar. Subir e descer a pé é difícil. Quando chove e o ônibus não passa aqui, tenho de ir longe lá pra cima”, conta, comemorando a boa notícia da chegada do asfalto.
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