| A administração municipal precisou tomar providências imediatas para contornar a situação e garantir os recursos, considerando que ainda será repassado pelo governo federal cerca de R$ 42 milhões |
| Foi necessário usar de criatividade juntando o corpo técnico da prefeitura e representantes da Caixa Econômica Federal (Foto: Nilton Wolff) |
| Nos últimos meses a Sulcatarinense, responsável pela execução das obras físicas do Complexo Ponte Grande, passou por dificuldades financeiras e não conseguiu continuar os trabalhos em Lages. A partir de julho a empresa se afastou alegando ter perdido a condição habilitatória do processo, estando em recuperação judicial. As obras do Complexo Ponte Grande estavam desde o início do ano sem empresa gerenciadora, trabalho que era realizado pela Prosul, responsável também pela fiscalização e medições para a liberação e repasse de recursos pelo governo federal. A saída da Prosul também se deu por conta de dificuldades financeiras. Diante dessa situação, o Complexo ficou sem gerenciadora e sem executora da obra. A administração municipal precisou tomar providências imediatas para contornar a situação e garantir os recursos, considerando que ainda será repassado pelo governo federal cerca de R$ 42 milhões. Foi necessário usar de criatividade juntando o corpo técnico da prefeitura e os representantes da Caixa Econômica Federal, que acompanha a obra como órgão financiador. Entrou-se em contato com o Ministério das Cidades, colocando-os a par das dificuldades. “Foi realmente uma surpresa para nós a saída da Sulcatarinense, mas vamos encontrar as soluções necessárias para garantir a continuidade e não perder os recursos de uma das obras mais importantes para Lages”, diz o prefeito Toni Duarte, que mantém encontros periódicos com grupos afins para tomadas de decisões. Alternativas encontradas O prefeito Toni esteve em Brasília em contato com o Ministério das Cidades, participando de reuniões com o gerente de projetos César Scherer, encarregado de assuntos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), onde a obra está inserida. “Fui muito bem recebido, embora o próprio representante do Ministério deixou claro que obras que não tiverem efetividade e respostas imediatas seriam canceladas devido a crise nacional. Isso para nós foi um susto, o que fez com que agíssemos com mais celeridade”, frisa. Uma alternativa será fragmentar a obra em lotes. Uma empresa será contratada para fazer a revisão do projeto e preparar o processo licitatório para contratação da nova executora. Essa providência já está sendo tomada pelo corpo técnico e jurídico da prefeitura que encaminhou a licitação para contratar a empresa gerenciadora. O procurador-geral do Município, Maurício Batalha Machado, esteve no Ministério Público colocando-o a par da situação e informou os próximos passos que serão tomados, indispensáveis para que a obra tenha prosseguimento. Inventário da obra De acordo com o secretário de Planejamento, Jorge Raineski, será feito um inventário do que já foi realizado, o que falta fazer, bem como o material adquirido. “A descrição detalhada nos dará uma noção do que foi utilizado e o que se encontra em estoque, por que, primeiramente, pretendemos que a obra não pare e, segundo, de que não dependa de uma única grande empresa, correndo os riscos da situação econômica”, informa. Com a fragmentação do contrato do Complexo em contratos menores será possível contemplar várias empresas de menor porte. A ideia é executar concomitantemente o saneamento básico enquanto outras empresas irão fazer o acesso ao condomínio, a parte de terraplanagem de trechos da obra, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e outra empresa fará o Túnel Liner. “Isso tem um aspecto democrático que poderá beneficiar até mesmo pequenas empresas da nossa região. Esse processo será feito rapidamente. Boa vontade há de todas as partes e acredito que, com muita criatividade, vamos conseguir”, afirma Raineski. Obra não parou Paralelamente está sendo construído o condomínio residencial Gralha Azul, no bairro Várzea, que vai abrigar as 200 famílias que foram remanejadas e encontram-se em aluguel social pago pela prefeitura. Também estão sendo negociadas as indenizações e feitas as desapropriações com o objetivo de liberar trechos para a continuidade dos trabalhos. Assim que a nova empresa assumir, o acesso ao residencial terá prioridade devido aos prazos para sua conclusão. Depois o saneamento básico, com a execução de todo o “tronco” de esgoto que terá atenção especial. Até agora foram executadas obras em diversas áreas de atuação. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no bairro Caça e Tiro, está bastante adiantada. A rede de esgoto falta apenas alguns trechos serem concluídos e a parte de drenagem pluvial e desassoreamento do rio está adiantada, amenizando inclusive algumas áreas de alagamento. Grande parte do leito das vias está com a base e sub-base aplicadas e prontas para receberem as pavimentações e outros que precisa ser feita a remoção de terrenos moles. A estimativa é de que cerca de 30% da obra já esteja atingida. |
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Ponte Grande:Novas medidas irão garantir a continuidade da obra
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Pesquisa do Procon orienta consumidores sobre preços de material escolar em Lages e Prefeitura informa sobre a entrega de 15 mil kits a crianças e estudantes do Sistema Municipal de Educação em 4 de fevereiro
Pesquisa do Procon orienta consumidores sobre preços de material escolar em Lages e Prefeitura informa sobre a entrega de 15 mil kits a ...
-
Em um jogo de disputa direta Vasco e Corinthians se enfrentam na busca em não cair para a zona de rebaixamento. Para os cartoleiros este jog...
Nenhum comentário:
Postar um comentário