segunda-feira, 22 de junho de 2015

Meio Ambiente planta espécies gramíneas às margens do rio

 
Trata-se da cobertura do solo com forrageiras, sendo duas espécies típicas do inverno, o centeio e azevém, que em sete dias já terão brotado
 
Foram semeadas ainda festuca e capim lanudo, que protegerão o solo durante o ano inteiro (Foto: Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos)
 
O tempo instável de sábado (20), com chuva, impediu que, como previsto, máquina escavadeira hidráulica e caminhões das Secretarias de Infraestrutura e de Agricultura e Pesca, além de servidores, prosseguissem com a retirada de resíduos naturais e lixo industrial depositados no leito e às margens do rio Carahá. A ação ocorre próximo à ponte de ligação entre as ruas Caetano Vieira da Costa e Anastácio da Silva Motta. O trabalho visa amenizar riscos de alagamentos da via e de residências. A ação emergencial conta com respaldo da Defesa Civil Municipal.
Mesmo com tempo instável, a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos realizou plantio de espécies gramíneas, entre outras plantas, para evitar a erosão do solo. O ato contínuo está sendo acompanhado pelo engenheiro agrônomo do Meio Ambiente, Giovanni Tomazelli Guesser. De acordo com o especialista, o processo trata-se da cobertura do solo com forrageiras, sendo duas espécies típicas do inverno, o centeio e azevém, que em sete dias já terão brotado e protegerão o solo até fim de outubro.
Ele diz que o produto servirá ainda de alimento para a fauna (aves, mamíferos). Paralelamente, foram semeadas as espécies festuca e capim lanudo, protegendo o solo durante o ano inteiro. Além destas quatro espécies, ocorre, sem interferência e impulso humano, conforme explica o engenheiro, a propagação vegetativa e germinação de espécies em locais como esses.
Quanto aos taludes (barrancos laterais), ele explica que ocorrem duas forças: a chuva que escorre do asfalto sentido canal e o fluxo normal do canal. “No primeiro caso, o máximo que poderá implicar será na formação de valas, semelhante ao que ocorre numa obra às margens de uma rodovia. E no segundo caso, uma ‘raspagem’ superficial que, considerada a inclinação do barranco, não será nada significativo a ponto de causar transtorno”, pontua.
Giovanni reitera que o problema poderá ocorrer se em algum ponto um galho grande esbarrar no barranco e ali ficar preso. Com isso se formará uma turbulência, consequentemente, danificará o terreno. “Juridicamente falando, trata-se de uma área consolidada, onde, em função de utilidade pública, realizou-se a retirada do excesso de material do canal artificial”, complementa.
 

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