O lutador de jiu-jitsu Tiago Ahmar de Moraes é o principal suspeito no assassinato de seu filho, Yago Vinicius de Moraes, de 2 anos, que chegou espancado ao hospital de Vinhedo (SP) no final do mês de julho. Ele se entregou na delegacia da cidade nesta quinta-feira (14), após conversar sobre o crime com a Polícia Civil, em Foz do Iguaçu (PR) no dia anterior.
O lutador negou que tenha espancado o filho até a morte, mas confirmou que usava da violência para “educar” o menino. “A violência tem um caráter pedagógico, e algumas vezes eu tive que usar desse recurso para educar, mas sempre soube o limite, porque eu sabia que era muito mais forte que ele”, disse Tiago, que passou a noite em uma cela aguardando a chamada para prestar depoimento.
Segundo a mãe da criança, Cristiana Costa, o lutador estava alterado quando agrediu o filho. O garoto morreu no Hospital de Clínicas da Unicamp, após uma internação de uma semana devido ao traumatismo craniano e perfuração de órgãos vitais. Ao chegar com a criança no primeiro atendimento médico, os profissionais de saúde desconfiaram do suposto acidente que teria ocorrido com Yago e acionaram o Conselho Tutelar.
A mãe, de apenas 22 anos, morava com o pai da criança desde janeiro de 2014. Depois da morte do menino, ela retornou para a casa dos seus familiares, também em Vinhedo. De acordo com o depoimento de Cristiana, ela viu o pai bater poucas vezes na criança e relatou que sempre tentava evitar as agressões, que normalmente aconteciam pela irritação causada pelo choro do menino. Sobre a sua omissão como mãe, ela alegou que recebia ameaças de Tiago, mas agora espera que o lutador “pague por cada dor” sofrida pelo filho dela.
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