É desenvolvido pelas Secretarias de Saúde e de Educação, combatendo transtornos biopsicossociais interferentes à vida escolar
Os pacientes são encaminhados após triagens e avaliações (Foto: Sandro Scheuermann)
Em Lages, o tratamento dos problemas de ensino-aprendizagem e comportamental, de crianças e adolescentes, entre zero e 17 anos, matriculados nas escolas da rede municipal de ensino, é amparado pelo Programa de Atenção Psicossocial (Paps). É desenvolvido pelas Secretarias de Saúde e de Educação, combatendo transtornos biopsicossociais interferentes à vida escolar.
Com serviços gratuitos, proporciona o desenvolvimento global com a superação dos obstáculos emocional, social, pedagógico, fonoaudiológico e fisioterápico, na rua Monte castelo, 40, Centro. Atualmente, quase cinco mil crianças e adolescentes recebem tratamento mensalmente em consultórios particulares de médicos prestadores de serviço, em consultas custeadas pela Prefeitura de Lages.
Os pacientes são encaminhados após triagens e avaliações – são monitorados através de telefonemas, contato direto com profissionais e escolas, relatórios mensais. Por mês, o Paps recebe cerca de 300 crianças e adolescentes; são 100 novos casos a cada mês. Nos primeiros três meses deste ano foram atendidos 709 pacientes pelo Paps.
O programa dá suporte para 81 Centros de Educação Infantil Municipal (Ceims), 34 Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) e 25 Escolas Estaduais de Educação Básica (EEBs), incluindo encaminhamentos do Conselho Tutelar, Ministério Público, Centros de Referência em Assistência Social (CRASs) e de Referência Especializado (Creas) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Contabilizando somente os alunos da rede municipal, são 15.600 estudantes sob sua cobertura.
Patologias
Há sérios problemas que afetam as crianças. “As maiores dores de cabeça são as dificuldades na aprendizagem e na área comportamental. Ao trabalhar fora de casa, os pais acabam perdendo um pouco o foco, deixando os filhos longe de sua responsabilidade, desencadeando transtornos. A defasagem no processo de aprendizagem escolar se deve, por vezes, pela falta de estrutura emocional no seio familiar. O problema aparece já no primeiro ano em sala de aula. O que não é trabalhado na primeira infância pode virar algo maior no futuro”, alerta a coordenadora do Paps, Valdirene Chagas.
Para o sucesso do tratamento se faz necessária a colaboração e participação da família que deve comparecer ao Paps com a criança uma vez por semana. Dos familiares frequentes, 50% dos casos são resolvidos. “Infelizmente os pais abandonam o tratamento pelo caminho”, conta.
Entre os adolescentes o impasse se refere ao comportamento – falta de limites, de afeto, laços familiares e responsabilidade. Melhorar o rendimento escolar e oferecer suporte ao processo inclusivo desenvolvido pela Secretaria de Educação estão entre os objetivos. O Paps dispõe dos serviços de assistência social, psicologia, psicopedagogia, fisioterapia, terapia ocupacional, odontologia, oftalmologia, fonoaudiologia e neurologia. O trabalho orientador é estendido a pais e professores.
Papo em Rede
O Projeto Papo em Rede, criado pelas Secretarias de Saúde e de Educação e a residência multiprofissional da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), concluído no fim de abril, teve a finalidade de promover conversas com os profissionais da educação no sentido de compartilhar informações sobre o Paps e acerca da aprendizagem dos alunos.
Data: 03/06/2014
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