Na fila de espera estão 1.365 e 411 delas não estão sendo localizadas
Ceasm oferece os atendimentos voltados ao público feminino, supervisionado pela Diretoria de Atenção Básica da Secretaria de Saúde (Foto: Sandro Scheuermann)
A coordenação do Centro de Estudo e Assistência à Saúde da Mulher (Ceasm) está preocupada por não ter conseguido localizar 411 mulheres que necessitam serem submetidas ao exame de mamografia, detector de nódulos e do câncer de mama. Na fila de espera estão 1.365 mulheres e 411 delas não estão sendo localizadas. “O número de telefone que consta no cadastro não pertence mais a estas pacientes, ou na chamada a gravação diz que o número inexiste ou, ainda, houve alterações no endereço”, explica a coordenadora Nathalia Paes.
O Ceasm oferece os atendimentos voltados ao público feminino, supervisionado pela Diretoria de Atenção Básica da Secretaria de Saúde. “As pacientes não localizadas são as que estão aguardando na fila há mais tempo. Contudo, geralmente são as mesmas pessoas que reclamam do serviço, relatando que estão há muito tempo aguardando ou que nunca foram chamadas. Temos ciência de que grande parte da morosidade do serviço de saúde é causada por pacientes que marcam exames ou consultas e não comparecem”, relata.
Segundo ela, isso ocorre com a mamografia, preventivo ao câncer do colo do útero e justamente com as consultas no Ceasm. As mulheres que não receberam o telefonema do Ceasm para marcação da mamografia, cadastradas anteriormente a setembro de 2013, na fila de espera, devem procurar o serviço para atualização dos dados. A estimativa estadual para 2014 é de que 1.850 novos casos de câncer surgirão, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Procura diária
Diariamente são autorizadas pelo Ceasm 30 mamografias, mas a demanda sempre é menor do que a quantidade de exames a serem disponibilizados. As pacientes localizadas e com exames autorizados devem seguir, após orientação do Ceasm, a uma das duas clínicas credenciadas à Secretaria de Saúde para prestação de serviço (Clinirad ou Diagmed). Em média 15 pacientes procuram a autorização do exame de mamografia por dia, sendo que das mulheres que estão na fila por período maior, a média é de três. As demais, 12, são correspondentes à faixa etária entre 50 e 69 anos, preconizada pelo Ministério da Saúde para realização imediata do exame ou pacientes com alto risco para câncer de mama.
O diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer de mama. Quanto antes for detectado, mais leve será o tratamento e mais rápido o resultado, conforme a coordenadora. Já o autoexame pode auxiliar a mulher a identificar uma modificação nas mamas, colaborando também no conhecimento do próprio corpo. “Mas o correto é procurar auxílio profissional para um diagnóstico mais preciso”, pondera.
Data: 26/06/2014
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