quinta-feira, 24 de abril de 2014

Manifestantes e policiais entram em confronto em Copacabana

Manifestantes e policiais entram em confronto
RIO - Manifestantes e policiais entraram em confronto durante passeada em Copacabana, zona sul do Rio, contra a morte do dançarino Douglas Pereira, por volta das 16h30 desta quinta-feira. Um adolescente foi detido, acusado de lançar pedras contra policiais.
O grupo de manifestantes havia saído do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na mesma região, onde acompanharam o enterro de Douglas, conhecido como DG, de 26 anos. Os manifestantes seguiam pela avenida Nossa Senhora de Copacabana e, quando estavam na esquina com a Rua Sá Ferreira, a confusão começou.
Foram lançadas bombas e a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo. Houve correria e os manifestantes se dispersaram. Depois de aproximadamente 15 minutos, os manifestantes se reuniram novamente e seguiram rumo ao morro do Cantagalo, onde o corpo do dançarino foi encontrado, na terça-feira, 22.
A passeata interrompeu o trânsito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e na Rua Figueiredo Magalhães, duas das principais vias de Copacabana. Cerca de dez mototaxistas promovem um buzinaço à frente dos manifestantes. Comerciantes fecharam as lojas às pressas, com medo de depredações e saques. A PM acompanha a manifestação, mas não houve ainda violência.
Por volta das 15h, um grupo de manifestantes vestidos de preto e bradando palavras de ordem contra a imprensa se juntou aos moradores da favela Pavão-Pavãozinho e de outras comunidades. O ambiente é de grande tensão, depois de mais de uma hora de passeata pacífica, entre o morro, em Copacabana, na zona sul do Rio, e o cemitério São João Batista, em Botafogo, onde o corpo foi velado e enterrado.
"Fora Rede Globo", "mídia fascista, sensacionalista", gritam alguns manifestantes. Jornalistas foram cercados e ameaçados de agressão. Policiais militares do Batalhão de Choque estão nas proximidades do cemitério. Também há policiais à paisana.
Histórico. O corpo de DG foi encontrado na manhã de terça-feira, 22, em uma creche no alto do morro Pavão-Pavãozinho. Durante a madrugada ouve tiroteio entre traficantes e policiais, mas a polícia ainda não conseguiu estabelecer relação entre a troca de tiros e a morte do dançarino.
De acordo com relatos de moradores à mãe do rapaz, policiais civis e militares foram até a creche na manhã de terça porque "pretendiam sumir com o corpo". A comunidade, ao perceber a movimento, iniciou uma série de protestos.

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