terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mais uma família desocupa área irregular no Universitário


“Naquela casa passamos por três enchentes; em cada ano acontecia uma. O susto sempre era grande quando a chuva se ‘armava’. Enchia nossa casa de água. Chegamos a perder cama, outros móveis e muitas roupas.” Larissa Souza Muniz
Imóvel locado pelo sistema Aluguel Social e pago pela prefeitura, solucionando casos extremos de moradias (Fotos: Daniele Mendes de Melo)
Imóvel locado pelo sistema Aluguel Social e pago pela prefeitura, solucionando casos extremos de moradias (Fotos: Daniele Mendes de Melo)
Na manhã desta terça-feira (4), o diretor de Habitação, Aldori Freitas, esteve novamente na rua Lauro Ribeiro de Lima, no Universitário, próximo ao rio Carahá, acompanhando a demolição de uma residência de madeira que estava ocupando um espaço irregular às margens de uma área esburacada, oferecendo riscos à filha da moradora da casa, Yasmin, de 2 anos. A família ocupava a minúscula residência há três anos. No mesmo local já foi removida uma casa na sexta-feira (31) sendo que, no total, serão sete transferências de moradores.
Nesta terça, os dois operários contratados pela Secretaria de Habitação da Prefeitura de Lages desmontaram o telhado e as paredes da casa sob a supervisão de Aldori e da dona de casa Larissa Souza Muniz. Ela, o esposo Luciano Corrêa Branco e a filha estão morando, desde esta segunda-feira (3), em um imóvel alugado na rua Cristina Ataíde Stanck, a poucos metros da antiga moradia.
Na antiga casa a família enfrentou três enchentes. “Em cada ano acontecia uma. O susto sempre era grande quando a chuva se ‘armava’. Enchia nossa casa de água. Chegamos a perder cama, outros móveis, e roupas, muitas roupas. Vejo como ‘muito boa’ a oportunidade que a prefeitura está dando, resolvendo o nosso problema habitacional”, conta Larissa, ponderando que sem a ajuda do poder público municipal seria difícil um dia mudar de endereço.

Aluguel social

Aldori Freitas atualizou os dados sobre as realocações às margens das obras do Complexo Ponte Grande: de 40 passaram para 42. “O ritmo das realocações está satisfatório, sem atrapalhar as frentes de trabalho. As famílias estão compreendendo a urgência da desocupação e encontrando, aos poucos, novos imóveis para aluguel social”, declarou.
Data: 04/02/2014

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