Apaixonado pelas causas sociais, Pedro Miguel dá sua contribuição à camada menos favorecida da sociedade por meio de uma pesquisa criteriosa que aponte a autonomia deste público
Junho é o mês de prazo para o profissional entregar seu projeto à universidade (Foto: Daniele Mendes de Melo)
Pedro Miguel Muniz Júnior trabalha como coordenador da Vigilância Socioassistencial, o antigo setor de Monitoramento da Secretaria de Assistência Social de Lages. Aos 41 anos, o profissional encara um de seus maiores desafios: conquistar uma bolsa de estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) para cursar mestrado em Serviço Social. Numa instituição particular, o curso pode custar cerca de R$ 40 mil.
Formado em Serviço Social pela Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), com ajuda do Programa Universidade para Todos (ProUni) e pós-graduado em Políticas Públicas e Serviço Social pela Universidade do Contestado (UnC), ele está cumprindo a primeira etapa do cronograma: a produção do projeto de pesquisa, que deverá ser entregue até junho.
Depois disso, se aprovado, seguem três etapas: entrevista, prova didática e prova de língua estrangeira. Pedro Miguel finalizará as etapas em novembro, quando saberá se será mestrando em 2015. “O trabalho ‘Mergulho na Realidade de Lages - o que mudou na sua vida?’ significa um estudo de campo especificando a qualidade do padrão dos serviços ofertados para o público prioritário da Assistência Social num determinado período histórico, sendo a resposta social o problema-objeto da investigação. A principal instigação é como se avalia a intervenção dos serviços da Secretaria Municipal”, argumenta.
A pesquisa e suas hipóteses
O trabalho discorre sobre duas hipóteses: a primeira, em relação às Secretarias de Assistência Social que, nos últimos anos, estão se constituindo em subprefeituras, respondendo às demandas sociais. “O Sistema Único de Assistência Social (Suas), a partir da Política Nacional de Assistência Social (Pnas) vem se instrumentalizando nos últimos dez anos em resoluções, tipificações e legislações para executar um padrão de funcionamento, de gestão e operacionalidade de serviços no Brasil. A pesquisa sinaliza esta tendência em Lages”, explica.
A segunda hipótese entende que as normatizações realizadas pela implantação do Suas/Pnas melhorou a qualidade do padrão dos serviços. Segundo ele, o trabalho possibilitará a construção de indicadores, mostrando a eficácia da rede socioassistencial pública e privada. Uma das metodologias será a criação de um instrumento de indicadores em relação à abrangência territorial de proteção básica e especial.
Data: 06/02/2014
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