Leve em conta tantos os aspectos operacionais (e financeiros) quanto os emocionais.
O melhor jeito de se planejar para viver em uma cidade é conhecendo-a. Por isso, é interessante que você possa visitá-la antes de se decidir pela mudança. Conheça o local onde você vai estudar, procure lugares para morar por perto, preste atenção ao custo de vida.
Outra ideia é pegar dicas de amigos que conhecem a faculdade e a cidade.
Ir para outra cidade envolve muitos custos. Além da moradia, você deve pensar nos deslocamentos, no material escolar, na alimentação, no lazer... Uma capital, por exemplo, costuma ser muito mais cara que uma cidade do interior.
Por isso, faça um planejamento real dos custos e passe a economizar.
Você consegue viver sem a comida da sua mãe? Mesmo que você volte para a casa de seus pais nos fins de semana ou feriados, é uma mudança muito grande. Para começar, talvez tenha que cozinhar sua própria comida, o que já é um grande feito para muitos jovens.
É importante que você tenha um suporte emocional para aguentar morar sozinho. “Senão o corpo vai começar a dar os sinais das patologias”, diz a psicopedagoga. Você poderá começar a ter insônia e cansaço, por exemplo.
Se você passou em uma universidade de outra cidade, vale a pena pensar em seus objetivos com essa mudança. Determine se sua maior missão é se formar em uma boa faculdade, estagiar em uma boa empresa etc.
Independentemente do objetivo, o suporte psicológico da família e de amigos é muito importante para que a pessoa tenha concentração para conseguir sentar e estudar depois de um dia estressante ou aguentar a rotina de estágio e estudo, por exemplo.
Não faltam opções de moradia para estudantes: repúblicas, pensões, apartamentos compartilhados ou não. Analise quais desses tipos se encaixam melhor com o seu perfil – social e econômico.
Quando se mora com outras pessoas, os confrontos podem acontecer, já que você passará a conviver com as frustrações de lidar com indivíduos com hábitos diferentes. Por isso, a psicopedagoga aconselha morar com amigos com quem já tenha convivência anterior. “Tem que ter um nível de afetividade”, diz. “Mas nunca de três, porque o triângulo sempre vai pender de um lado.”
O estilo de vida de uma cidade grande é bem diferente de uma cidade de interior. No caso de alguém que se muda para uma cidade maior, há muitas distrações que podem fazê-lo perder o foco.
Já se você viveu sempre em uma cidade grande, e se muda para uma menor, há um choque em relação às atividades culturais no interior. “Se é um sujeito altamente baladeiro, não vai se adaptar”, imagina Maria Teresa. “Ele tem que estar focado muito mais no objetivo de estudo do que no estilo de vida que ele leva na cidade.”
Apesar de todas essas dores de cabeça, a experiência de morar fora da casa dos pais pode lhe trazer mais autonomia. “Você tem modelos ensinados pela família que você segue”, afirma a psicóloga. Quando você passa a morar sozinho, pode se confrontar com esses padrões e modificá-los conforme quiser, a partir do balanço da liberdade e da responsabilidade.
O planejamento é muito importante. Afinal, morar em outra cidade é uma mudança bastante significativa na vida de um jovem, que pode ser tanto positiva quanto negativa. “Você cria rupturas das relações primárias, que no caso são as da família”, diz Maria Tereza. Por isso, nem sempre vale a pena tomar a decisão de partir.
Mas se você tomar a decisão de se mudar, organize-se com antecedência. “As ações planejadas são mais confortáveis”, afirma a psicopedagoga.
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