“Ao
cultivar alimentos, os rapazes praticam a solidariedade e são agraciados pelo
sorriso das crianças que os recebem, É gratificante e serve de combustível para
novas atitudes do bem. Cuidam das plantas com responsabilidade, sabendo que
centenas de estudantes poderão se deliciar com qualidade.” - Felipe Diego
Freitas
Um prato mais colorido,
saboroso e saudável. Em resumo, é o que está sendo proporcionado pelos beneficiários
da casa de passagem do Projeto Acolher a 140 crianças com idade entre zero e
cinco anos, frequentes às aulas do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim)
Araucária, situado ao lado do campo de futebol do bairro Araucária, com atenção
às fases do berçário, maternal e pré-escolar (todos com os estágios 1 e 2, cada).
A instituição de ensino está sob a direção de Gislaine Brunetta Kley Couto. A
doação de verduras e hortaliças foi realizada ao colégio no dia 8 (sexta-feira).
Na escola, para onde os
filhos são levados pelas mães para que possam trabalhar fora, com início à vida
estudantil, as crianças recebem quatro refeições ao longo do dia: Dois lanches,
um almoço e um jantar, servido por volta das 16h.
De acordo com o
coordenador do Acolher, Felipe Diego Freitas, à frente desse instrumento da
rede pública de assistência social - Proteção Social Especial de Alta
Complexidade, da horta mantida pelos internos, vítimas de problemas de
vulnerabilidade social, consequentemente, com a quebra dos laços familiares, faz
parte o cultivo de frutas, verduras e hortaliças, como alface, couve, repolho,
rúcula, cenoura, beterraba, rabanete, cebola verde e branca, alho, os temperos
salsa e manjerona, e morango.
“Este ano já houve
doações do Acolher para as três unidades do Abrigo Municipal Menino Jesus, Defesa
Civil (famílias atingidas pelas inundações), Ceim Adotai, no bairro Ipiranga, e
ao Centro de Atenção Integral à Criança Irmã Dulce (Caicid), no Guarujá. E até
final do ano, outras instituições serão beneficiadas”, defende Freitas, ao
acrescentar que o serviço voluntário é um dos pontos fortes no Projeto: Os
internos ajudam no corte de grama nos abrigos e nos Centros de Referência em
Assistência Social (Cras), por exemplo.
“Ao cultivar alimentos,
os rapazes praticam a solidariedade e são agraciados pelo sorriso das crianças
que os recebem, É gratificante e serve de combustível para novas atitudes do
bem. Cuidam das plantas com responsabilidade, sabendo que centenas de
estudantes poderão se deliciar com qualidade”, aponta o coordenador.
Entre os serviços
prestados e estimulados pelo Projeto Acolher, no bairro Santa Helena, estão: Atendimento
psicossocial e individual, escuta terapêutica, grupo de apoio psicossocial, laborterapia,
reinserção escolar e cursos técnicos, reinserção familiar, artesanato, torneio
de dominó, atividade física, palestras, grupo de empreendedorismo no Cras II
(bairro Centenário), parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) para
sessões de cinema e apresentações de teatro, cesta básica ofertada
eventualmente para familiares, encaminhamento para emissão de documentos,
assistência jurídica e atendimento a migrantes e imigrantes.
Legenda
fotos: Morango, alface, couve, beterraba, rabanete e temperos, são cultivados
pelos abrigados do Projeto Acolher.
Texto:
Daniele Mendes de Melo
Fotos:
Projeto Acolher/Divulgação
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