segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Alimentos produzidos no Projeto Acolher incrementam merenda de 140 crianças do Ceim Araucária


“Ao cultivar alimentos, os rapazes praticam a solidariedade e são agraciados pelo sorriso das crianças que os recebem, É gratificante e serve de combustível para novas atitudes do bem. Cuidam das plantas com responsabilidade, sabendo que centenas de estudantes poderão se deliciar com qualidade.” - Felipe Diego Freitas
Um prato mais colorido, saboroso e saudável. Em resumo, é o que está sendo proporcionado pelos beneficiários da casa de passagem do Projeto Acolher a 140 crianças com idade entre zero e cinco anos, frequentes às aulas do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) Araucária, situado ao lado do campo de futebol do bairro Araucária, com atenção às fases do berçário, maternal e pré-escolar (todos com os estágios 1 e 2, cada). A instituição de ensino está sob a direção de Gislaine Brunetta Kley Couto. A doação de verduras e hortaliças foi realizada ao colégio no dia 8 (sexta-feira).
Na escola, para onde os filhos são levados pelas mães para que possam trabalhar fora, com início à vida estudantil, as crianças recebem quatro refeições ao longo do dia: Dois lanches, um almoço e um jantar, servido por volta das 16h.
De acordo com o coordenador do Acolher, Felipe Diego Freitas, à frente desse instrumento da rede pública de assistência social - Proteção Social Especial de Alta Complexidade, da horta mantida pelos internos, vítimas de problemas de vulnerabilidade social, consequentemente, com a quebra dos laços familiares, faz parte o cultivo de frutas, verduras e hortaliças, como alface, couve, repolho, rúcula, cenoura, beterraba, rabanete, cebola verde e branca, alho, os temperos salsa e manjerona, e morango.
“Este ano já houve doações do Acolher para as três unidades do Abrigo Municipal Menino Jesus, Defesa Civil (famílias atingidas pelas inundações), Ceim Adotai, no bairro Ipiranga, e ao Centro de Atenção Integral à Criança Irmã Dulce (Caicid), no Guarujá. E até final do ano, outras instituições serão beneficiadas”, defende Freitas, ao acrescentar que o serviço voluntário é um dos pontos fortes no Projeto: Os internos ajudam no corte de grama nos abrigos e nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), por exemplo.
“Ao cultivar alimentos, os rapazes praticam a solidariedade e são agraciados pelo sorriso das crianças que os recebem, É gratificante e serve de combustível para novas atitudes do bem. Cuidam das plantas com responsabilidade, sabendo que centenas de estudantes poderão se deliciar com qualidade”, aponta o coordenador.
Entre os serviços prestados e estimulados pelo Projeto Acolher, no bairro Santa Helena, estão: Atendimento psicossocial e individual, escuta terapêutica, grupo de apoio psicossocial, laborterapia, reinserção escolar e cursos técnicos, reinserção familiar, artesanato, torneio de dominó, atividade física, palestras, grupo de empreendedorismo no Cras II (bairro Centenário), parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) para sessões de cinema e apresentações de teatro, cesta básica ofertada eventualmente para familiares, encaminhamento para emissão de documentos, assistência jurídica e atendimento a migrantes e imigrantes.
Legenda fotos: Morango, alface, couve, beterraba, rabanete e temperos, são cultivados pelos abrigados do Projeto Acolher.
Texto: Daniele Mendes de Melo

Fotos: Projeto Acolher/Divulgação






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