quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A partir desta quinta, Lages passa a travar nova luta contra a violência à mulher



“A casa de acolhimento é um local seguro e protegido, com atendimento integral a mulheres em situação de risco de vida iminente em razão da violência dentro de casa, na maioria das vezes, causada pelo companheiro. Um serviço de caráter sigiloso e temporário, onde permanecerão por um período determinado, até que reúnam condições suficientes para retomarem o curso de suas vidas.” - José Amarildo Farias



Durante o Seminário Catarinense de Desenvolvimento Social, a ser realizado nesta quinta-feira, dia, 21, na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), a Secretaria da Assistência Social irá inaugurar, de forma representativa, a Casa de Apoio à Mulher Vítima de Violência Doméstica, parte do programa de políticas públicas de prevenção, assistência e combate à violência doméstica e de gênero.
A residência conta com cerca de 240 metros quadrados e foi montada com mobiliários, eletrodomésticos, utensílios, artigos de cama, mesa e banho, beliches, máquina de lavar roupas, jogo de sofá, pijamas, toalhas, roupas, alimentação, ou seja, tudo que uma casa digna precisa para acolher bem uma família.
“A casa de acolhimento é um local seguro e protegido, com atendimento integral a mulheres em situação de risco de vida iminente em razão da violência dentro de casa, na maioria das vezes, causada pelo companheiro. Um serviço de caráter sigiloso e temporário, onde permanecerão por um período determinado, até que reúnam condições suficientes para retomarem o curso de suas vidas”, destaca o secretário da Assistência Social, José Amarildo Farias, enfatizando que o endereço será preservado.
A moradia, construída a partir de recursos de emenda parlamentar de 2011, custará R$ 410 mil, entre construção, muros, aquisição de equipamentos e valores doados pelo Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), comportando até quatro mulheres com uma média de cinco filhos cada uma. Portanto, atendimento para 20 pessoas, entre adultos, crianças e adolescentes.
A assistência irá pautar-se nos questionamentos das relações de gênero enquanto construção histórico-cultural dos papeis femininos e masculinos, legitimando a desigualdades perante o sexo feminino. Psicóloga, assistente social, monitoras, cozinheira, auxiliar de serviços gerais e motorista serão os profissionais disponibilizados.
Enquanto permanecerão na casa de apoio, às mulheres serão ofertados cursos profissionalizantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) e opções de trabalho.

Legenda fotos: Casa de apoio tem capacidade para atender quatro mulheres com média de cinco filhos cada uma.



Texto e fotos: Daniele Mendes de Melo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Informativo