“A casa de
acolhimento é um local seguro e protegido, com atendimento integral a mulheres
em situação de risco de vida iminente em razão da violência dentro de casa, na
maioria das vezes, causada pelo companheiro. Um serviço de caráter sigiloso e
temporário, onde permanecerão por um período determinado, até que reúnam
condições suficientes para retomarem o curso de suas vidas.” - José Amarildo
Farias
Durante o Seminário Catarinense de Desenvolvimento Social,
a ser realizado nesta quinta-feira, dia, 21, na Universidade do Planalto
Catarinense (Uniplac), a Secretaria da Assistência Social irá inaugurar, de
forma representativa, a Casa de Apoio à Mulher Vítima de Violência Doméstica,
parte do programa de políticas públicas de prevenção, assistência e combate à
violência doméstica e de gênero.
A residência conta com
cerca de 240 metros quadrados e foi montada com mobiliários, eletrodomésticos,
utensílios, artigos de cama, mesa e banho, beliches, máquina de lavar roupas,
jogo de sofá, pijamas, toalhas, roupas, alimentação, ou seja, tudo que uma casa
digna precisa para acolher bem uma família.
“A casa de acolhimento é um local seguro e protegido, com
atendimento integral a mulheres em situação de risco de vida iminente em razão
da violência dentro de casa, na maioria das vezes, causada pelo companheiro. Um
serviço de caráter sigiloso e temporário, onde permanecerão por um período
determinado, até que reúnam condições suficientes para retomarem o curso de
suas vidas”, destaca o secretário da Assistência Social, José Amarildo Farias,
enfatizando que o endereço será preservado.
A moradia, construída a partir de recursos de emenda
parlamentar de 2011, custará R$ 410 mil, entre construção, muros, aquisição de
equipamentos e valores doados pelo Fundo para a Infância e Adolescência (FIA),
comportando até quatro mulheres com uma média de cinco filhos cada uma.
Portanto, atendimento para 20 pessoas, entre adultos, crianças e adolescentes.
A assistência irá pautar-se nos questionamentos das
relações de gênero enquanto construção histórico-cultural dos papeis femininos
e masculinos, legitimando a desigualdades perante o sexo feminino. Psicóloga, assistente social, monitoras, cozinheira,
auxiliar de serviços gerais e motorista serão os profissionais
disponibilizados.
Enquanto permanecerão na
casa de apoio, às mulheres serão ofertados cursos profissionalizantes do
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) e opções
de trabalho.
Legenda fotos: Casa de apoio tem capacidade para
atender quatro mulheres com média de cinco filhos cada uma.
Texto e fotos: Daniele Mendes de Melo

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