sexta-feira, 30 de julho de 2021

GOVERNO DO ESTADO VAI TESTAR ESTUDANTES E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO COM SUSPEITA DE COVID-19

 


O Governo de Santa Catarina anunciou de forma oficial nesta quinta-feira, 29, que dará início a um projeto piloto para testar estudantes, professores e servidores com suspeita de Covid-19. A medida foi comunicada pelo secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, durante reunião do Comitê de Retomada das Aulas Presenciais no início da tarde. Outra novidade aprovada foi a atualização do distanciamento entre os estudantes em sala de aula de 1,5 m para 1 m.

Luiz Fernando Vampiro explica que a aplicação de testes será estabelecida por um Termo de Cooperação Técnica entre as Secretarias de Estado da Educação (SED) e da Saúde (SES). “Tivemos várias conversas e entendemos que precisamos colocar o que há de mais moderno para a educação. Se alunos e professores forem afastados por suspeita de contaminação, será possível acelerar o retorno às atividades presenciais com os testes. Santa Catarina será protagonista novamente, com um processo de biossegurança moderno.”

Como ocorrerá a testagem

Após a identificação de um caso suspeito, a equipe gestora da escola fará o encaminhamento do aluno, professor ou servidor com sintomas ao posto de saúde de cada município. Durante o segundo semestre de 2021, a testagem será realizada nas regiões que apresentarem maiores índices de contaminação pela Covid-19.

A partir de 2022, após análise de resultados do projeto piloto e uma ampliação do ensino presencial, a intenção é estender a iniciativa para toda Santa Catarina, como completa o secretário Vampiro. “Com esta experiência, estaremos ainda mais preparados a partir do ano que vem para uma retomada total. É um plano de governo, com testes que o Estado fornecerá. Nós temos uma conversa unificada e é assim que devemos tratar a educação catarinense.”

Redução do distanciamento entre os alunos na sala de aula

Outra mudança autorizada pelo Comitê de Retomada das Aulas Presenciais em Santa Catarina foi a atualização da distância mínima entre os estudantes para 1 m em sala de aula, com objetivo de aumentar a capacidade de atendimento presencial nas escolas, reduzir prejuízos no ensino e combater o abandono escolar. Ao longo do primeiro semestre, a SED reintegrou 2 mil estudantes às escolas, mas outros 8 mil ainda estão fora da sala de aula.

“As mudanças têm como objetivo promover maior participação dos alunos em sala de aula. Apesar de termos excelentes indicadores, principalmente nos momentos mais críticos da pandemia, quando ainda assim a transmissão nas escolas foi muito menor, essas mudanças vão focar em medidas mais efetivas. Cada vez mais a Saúde e a Educação estão integradas em prol da segurança dos estudantes”, afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário.reunião comitê 2

Abertura gradativa para projetos externos

Um terceiro ponto aprovado durante a reunião foi a abertura das escolas para a realização de projetos externos, como ações de conscientização de saúde, segurança e combate ao consumo de drogas. A aplicação do projeto depende de avaliação do comitê, que vai analisar cada uma das iniciativas.

As mudanças serão oficializadas com a publicação de uma portaria conjunta das secretarias de Estado da Saúde, Educação e Defesa Civil, e incluídas na Nota Técnica que estabelece as medidas sanitárias da Educação. Após a publicação, as escolas e os municípios têm até 30 dias para adaptação ao regramento, período necessário para respeitar as especificidades de cada região e unidade escolar.

O promotor de Justiça João Botega, que coordena o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Santa Catarina, ressalta que a análise do comitê para aprovação das medidas segue critérios técnicos e indicações da Organização Mundial da Saúde. “É o momento para darmos este passo adiante, com aval da autoridade sanitária. Essas novas regras que estão sendo implementadas, com a política de testagem, vão tornar o espaço da escola ainda mais seguro.”

A presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Santa Catarina, Patrícia Lueders, também destaca a importância das novas medidas. "A gente tem se posicionado desta forma, de avançar nos regramentos para a educação. É possível sim ter um retorno às aulas seguro e que seja referência para o país."

Participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado da Educação, da Superintendência de Vigilância em Saúde, Ministério Público de Santa Catarina, União dos Dirigentes Municipais de Educação, Defesa Civil, Federação Catarinense de Municípios, Procuradoria Geral do Estado, Conselho Estadual de Educação, União Nacional dos Conselhos Nacionais de Educação, Fundação Catarinense de Educação Especial, Tribunal de Contas do Estado e Assembleia Legislativa de Santa Catarina.


quarta-feira, 26 de maio de 2021

Governo do Estado preparou uma lista que responde as perguntas mais frequentes para os profissionais

 

A vacinação dos profissionais da Educação contra a covid-19 começou nesta quarta-feira, 26, conforme anúncio feito pelo governador Carlos Moisés. Para responder as dúvidas neste momento importante para a educação catarinense, o Governo do Estado preparou uma lista que responde as perguntas mais frequentes para os profissionais que começam a ser imunizados nos próximos dias.

Quem pode receber a vacina nesta quarta-feira?
De acordo com o cronograma elaborado pelo Governo do Estado, os primeiros profissionais vacinados serão os que atuam em instituições de Educação Especial, de forma presencial, e fizeram seu cadastro na primeira etapa do Censo da Educação Catarinense. Você pode conferir os demais grupos e a ordem de prioridades no fim do texto.

Quais documentos deverão ser entregues no ato da vacinação?
– Documento com foto
– CPF ou Cartão do SUS
– Contracheque
– Documento comprobatório da área de atuação emitido pelo Gestor da instituição (deve ser solicitado à instituição em que o profissional trabalha).

Preciso me vacinar contra a gripe antes?
Para ser imunizado contra a Covid-19, é necessário respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas. Por isso, a orientação é buscar a imunização contra a gripe de forma rápida, pois a campanha já está em andamento.

Professores temporários da chamada pública serão vacinados?
Sim. Todos os profissionais da Educação de Santa Catarina, sejam eles efetivos, contratados de forma temporária ou terceirizados, serão imunizados. Os profissionais que iniciaram suas atividades após o primeiro período de cadastro devem entrar em contato com a secretaria municipal de Educação do seu município ou com a instituição em que trabalha até a próxima sexta-feira, 28. Os cadastros feitos a partir de agora garantem a vacinação em conjunto com o último grupo prioritário do plano de vacinação de profissionais da Educação.

Segundo professor entra como prioridade?
O segundo professor será vacinado em conjunto com as equipes escolares em que atuam, ou seja, se ele/a atua na Educação Infantil, será vacinado com os demais profissionais da área.

Quais serão os locais de vacinação?
Os pontos de vacinação são definidos pelos municípios e provavelmente devem funcionar nos mesmos locais onde os demais grupos prioritários estão sendo imunizados.

Professores que estão afastados para tratamento de saúde podem se vacinar?
Sim, desde que tenham feito o cadastramento. Os profissionais que perderam o prazo de cadastro devem entrar em contato com a secretaria municipal de Educação do seu município ou com a instituição em que trabalha até a próxima sexta-feira, 28. Os cadastros feitos a partir de agora garantem a vacinação em conjunto com o último grupo prioritário do plano de vacinação de profissionais da Educação.

Quem teve covid-19 recentemente pode tomar a vacina?
Sim. A vacina só não é recomendada para quem apresentar algum sintoma gripal. Nestes casos, é necessário aguardar que os sintomas passem ou que uma eventual doença seja curada antes de procurar os postos de vacinação.

Como foram definidas as prioridades da vacinação?
O plano considera a maior vulnerabilidade dos profissionais que estão atuando nas modalidades de ensino presencial ou mista. A proposta considera também a existência de áreas de atuação que estão mais expostas ao contágio pela Covid-19 devido à dificuldade da utilização de máscaras e à prática do distanciamento social, como as turmas de Educação Especial e Infantil.

Quem construiu esse plano de vacinação em Santa Catarina?
O Plano de Vacinação para Profissionais da Educação de Santa Catarina foi elaborado pela SED em parceria com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-SC), o Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe) e as associações de municípios.


Confira a ordem de prioridade para recebimento da vacina:

  • Grupo 1: Professores e auxiliares que atuam nas instituições de Educação Especial (Centro de Atendimento Educacional Especializado – CAESP);
  • Grupo 2: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade;
  • Grupo 3: Professores, 2º professores e auxiliares e afins em sala de aula da pré-escola, com crianças de 4 a 6 anos de idade;
  • Grupo 4: Profissionais que atuam na equipe técnica, administrativa e pedagógica e que atuam na execução do PlanConEdu na recepção de estudantes e comunidade em geral;
  • Grupo 5: Profissionais que atuam nas atividades de limpeza, alimentação, serviços gerais e similares;
  • Grupo 6: Professores, 2º professores e auxiliares e afins do ensino fundamental anos iniciais (ciclo de alfabetização 1° ao 3° anos);
  • Grupo 7: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula do ensino fundamental anos iniciais (4° e 5° anos);
  • Grupo 8: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula do ensino fundamental anos finais;
  • Grupo 9: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula do ensino médio;
  • Grupo 10: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula do ensino profissionalizante;
  • Grupo 11: Professores, 2º professores e auxiliares e afins que atuam em sala de aula do ensino superior;
  • Grupo 12: Trabalhadores da educação que atuam de forma presencial em outras áreas;
  • Grupo 13: Trabalhadores da educação que atuam em atividade remota, EAD ou similares.

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