domingo, 1 de junho de 2014

Dedé Santana lamenta: 'Eu não soube administrar minha vida pessoal'

Em segredo, Globo prepara volta de Xuxa à TV - 1 (© Divulgação TV Globo)

Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO – Dedé Santana relembrou seu passado durante entrevista ao 'Pânico na Band' e afirmou que foi “esquecido” pela televisão. O humorista também revelou qual seu maior arrependimento.
'Se você fala: 'Você tem alguma mágoa?' Sim! De ter administrado mal a minha carreira. Eu não soube administrar a minha vida pessoal', confessou.
O comediante ainda reclamou de não ser reconhecido no cinema. 'Eu fiz mais de 40 filmes, dirigi vários filmes dos 'Trapalhões', e fomos líderes de bilheteria sei lá, várias vezes. Estou triste de nunca terem me convidado para ir num festival. Tem festival pelo Brasil inteiro. Festival que acho muito importante, como o de Gramado. Eu não quero prêmio, eu não quero ganhar nada, eu queria ir como convidado.'
Anteriormente, Dedé também lamentou não ser reconhecido pela Globo. 'Sinto que só vão me homenagear quando eu morrer. O 'Vídeo Show' começou a fazer uma calçada da fama, em que o artista bota a mão no cimento, e nunca me convidaram. Nem o Faustão. Ele deve estar esperando eu morrer para fazer homenagem. Eu me sinto deixado de lado.' 

Queda de avião nos Estados Unidos deixa sete mortos



  • 01/06/2014 17h21
  • 01/06/2014 15h29
  • Brasília
Da Agência Lusa
Sete passageiros de um jato privado morreram na noite passada quando o avião caiu após a decolagem de um aeroporto próximo a Boston, no estado norte-americano de Massachusetts. Segundo as autoridades aeroportuárias locais, um dos mortos é co-proprietário do jornal The Philadelphia Inquirer, Lewis Katz.
Testemunhas relataram ter visto uma bola de fogo resultante da explosão do jato Gulfstream IV quando caiu no aeródromo, matando todos os passageiros que iam para Nova Jersey.
Lewis Katz, de 72 anos, e outro empresário tinham comprado terça-feira a posição de outros donos do Philadelphia Inquirer e de duas publicações locais.
A identidade da outras vítimas ainda não foi divulgada.

Os funcionários da Autoridade Portuária de Bedford-Massachusetts informaram que o aeroporto deve se manter fechado até novo aviso.

PM apreende cerca de 800 quilos de maconha escondidos em casa no Rio




  • 01/06/2014 15h39
  • 01/06/2014 14h02
  • Rio de Janeiro
Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


Policiais militares apreenderam hoje (1º) 800 quilos de maconha escondidos em uma casa, em Manguinhos, na zona norte da cidade, na mesma comunidade onde a presidenta Dilma Rousseff inaugurou um conjunto habitacional. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, não houve confronto com criminosos.
A droga foi encontrada por cães da Polícia Militar, quando agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos faziam patrulhamento na localidade de Vila Turismo.
Ontem (31), houve confrontos em pelo menos duas comunidades ocupadas por UPPs no Rio de Janeiro. De manhã, um homem foi baleado durante um tiroteio de policiais militares com criminosos na favela do Chapéu Mangueira, na zona sul da cidade. Segundo a polícia, o homem atirava contra os policiais quando foi atingido.
Na tarde de ontem, na Rocinha, um homem morreu e duas pessoas ficaram feridas durante um tiroteio envolvendo criminosos e policiais da UPP. Os feridos são moradores que acabaram atingidos por balas perdidas. Entre eles estava uma mulher de 42 anos, que foi encaminhada para o Hospital Miguel Couto.

Felipão reclama de seleção em treino: 'muita coisa errada'

Felipão reclama da seleção em treino: 'muita coisa errada'

A primeira semana de treinos da seleção acabou com Luiz Felipe Scolari irritado. No coletivo deste domingo, o último antes da viagem para Goiânia, ele gritou muito com a equipe, reclamando principalmente do posicionamento do time titular, que dava espaço para os reservas contraatacar. "Não adiante ter 10 marcando se não souber marcar", gritou o treinador numa cobrança de escanteio.
POR ESPN
Depois do treino, em entrevista para a Rede Globo, o treinador também deixou claro seu descontentamento. "Não gostei do treinamento. Porque não gostei. Tudo errado, muita coisa errada, muita liberdade, muita condição de contra-ataque, esse não é o normal de nossa seleção", disse o treinador, que falou até em mudar o time. "Quando não gosto, eu tenho que achar uma solução", completou.
O meia Hernanes foi utilizado no coletivo deste domingo na vaga de Paulinho. Dante voltou a substituir Thiago Silva, que tem um desequilíbrio muscular, mas ainda assim treinou entre os reservas. No sábado, Dante foi usado em um tempo entre os titulares, e Henrique foi utilizado no outro.
Paulinho desceu para o campo com os demais companheiros, mas se retirou em seguida para a academia, e um preparador físico teve que ser improvisado em seu lugar no time reserva. No sábado, ele se chocou com Bernard no coletivo.
Os titulares saíram na frente com gols de Neymar, de falta e Oscar. Após breve intervalo, Maicon, Ramires e Bernard substituíram Daniel Alves, Oscar e Hulk, respectivamente, e o coletivo acabou empatado em 2 a 2, com golaço de cobertura de Hulk e outro tento de Willian, em contra-ataque após falha de Neymar, 
Confirmando-se que Paulinho não joga, o Brasil deve pegar o Panamá com Júlio César; Daniel Alves, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.
A seleção não treina na tarde deste domingo e viaja à noite para Goiânia, onde na segunda-feira, no Serra Dourada, realizará a única atividade aberta para a torcida até o final da Copa do Mundo. O Brasil estreia no Mundial em 12 de junho, contra a Croácia, no estádio do Corinthians. Em 6 de junho, faz amistoso com a Sérvia, também em São Paulo, no Morumbi.

Preso na França suspeito de atentado ao Museu Judaico da Bélgica



  • 01/06/2014 11h42
  • Brasília
Da Agência Lusa Edição: Davi Oliveira
Um francês suspeito de ter causado a morte de quatro pessoas no ataque ao Museu Judaico da Bélgica no dia 24 de maio foi preso em Marselha, no sul da França, informaram hoje (1º) os meios de comunicação locais. A prisão teria ocorrido sexta-feira (30).
Neste domingo, um juiz belga emitiu mandado de detenção e extradição do suspeito, identificado como Mehdi Nemmouche. O porta-voz do Ministério Público da Bélgica, Eric Van der Sypt, ainda não informou quando poderá ser cumprida a extradição.
O suspeito transportava um fuzil Kalashnikov e um revólver do mesmo tipo que foi utilizado em Bruxelas, capital belga, quando foi preso sob a acusação de homicídio e tentativa de homicídio, indicaram fontes judiciais citadas pela imprensa local.
Ele foi detido em uma estação de ônibus e era citado pela Direção-Geral de Segurança Interna, que suspeitava que em 2013 se deslocou à Síria para lutar na guerra civil do país. Na bagagem, trazia também munições, uma pequena câmara de uso esportivo e uma boina parecida com a que usava o autor do ataque, de acordo com as imagens captadas.

Temer defende plebiscito em 2015 para definição da reforma política


O vice-presidente da República, Michel Temer, defendeu ontem (31) a realização de um plebiscito, em 2015, para definir uma reforma política para o país. Temer participou de um encontro de alunos de direito da Universidade Estácio de Sá, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.
“Teria que haver uma data específica para o plebiscito. Diferentemente do que se prega, não seria junto com as eleições. É tão importante que demandaria uma data especial, com a fixação de um horário eleitoral para a divulgação das ideias que seriam pregadas no plebiscito. No ano que vem, seria uma data especial, porque é o primeiro ano da legislatura e do governo. É o momento mais oportuno para fazer o plebiscito e depois a formatação daquilo que o povo decidisse, no Congresso Nacional”, disse.

“Hoje se elege um deputado pelo voto proporcional. Se o coeficiente eleitoral em São Paulo é 318 mil, um partido que consegue 900 mil votos elege três deputados. Eu já tive experiência em que um deputado com 280 votos chegou à Câmara dos Deputados e um candidato com 128 mil votos não chegou”, disse.
Para o vice-presidente, dificilmente será feita uma reforma política sem que haja uma pressão popular. Além de defender o plebiscito, Temer se mostrou favorável a algumas propostas para a possível reforma, como o voto majoritário para escolha de deputados federais e estaduais.
Na visão de Temer, o voto proporcional faz com que partidos políticos apostem em personalidades famosas que alcancem mais de 1 milhão de votos ao mesmo tempo em que buscam um grande número de candidatos para que, no somatório desses votos, o partido consiga eleger mais parlamentares.
O vice-presidente acredita que o voto majoritário teria ainda duas consequências que, para ele, seriam benéficas: a redução do número de partidos políticos no país e o fim das coligações partidárias.
“Nós não podemos conviver com 32 partidos políticos no país. Se adotássemos o voto majoritário, que enfatiza a ideia do partido político, nós teríamos, consequentemente, ao longo do tempo, sem nenhuma regra impeditiva dos partidos políticos, a redução desses partidos. E as pessoas poderiam optar melhor. Quando um sujeito vai votar em alguém, ele sabe que está votando em uma ideologia administrativa, governamental. Seriam três, quatro, cinco, seis correntes de opinião. Não temos mais do que isso no nosso país. Não temos 32 correntes de opinião”, disse Temer.

Soldado norte-americano raptado há cinco anos no Afeganistão é libertado


Da Agência Lusa
Os Estados Unidos anunciaram hoje (31) a libertação de um soldado norte-americano sequestrado no Afeganistão há quase cinco anos, e a transferência de cinco presos de Guantánamo para o Qatar, intermediário na negociação.
"O povo norte-americano está feliz por, em breve, poder receber em casa o sargento Bowe Bergdahl, sequestrado há quase cinco anos no Afeganistão", disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em um comunicado.

Alguns minutos depois, o secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, declarou que cinco presos da Base Militar de Guantánamo, em Cuba, iam ser libertados e transferidos para o Qatar.
Em comunicado, Hagel indicou "ter informado o Congresso da decisão de transferir cinco detidos de Guantánamo para o Qatar", sem relacionar explicitamente a libertação e a transferência anunciadas quase simultaneamente.

"Agradeço ao emir do Qatar por ter ajudado a garantir o regresso do nosso soldado. O empenho pessoal do emir é uma prova da parceria entre os nossos dois países", destacou Obama, que agradeceu também a ajuda do governo do Afeganistão na libertação do soldado norte-americano.
Os Estados Unidos prometeram na terça-feira (27) manter 9,8 mil soldados no Afeganistão depois de 2014, em vez dos atuais 32 mil, que vão deixar progressivamente o país até final de 2016, na condição de o futuro presidente afegão assinar o tratado bilateral de segurança.
O sargento Bergdahl foi capturado em 30 de junho de 2009 no Afeganistão pelos talibãs, que difundiram vários vídeos como prova de vida.

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC

Black blocs prometem caos na Copa com PCC

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.
Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.
Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.
“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”
“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.
O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.
“Os 'torres' respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”
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Tática. O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.
Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.
Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.
Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.
“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais - e não contra seres vivos, com exceção de policiais - é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”
Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”
“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”
A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.
“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”
Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel. “Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”
Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.
Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.
O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.
Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”
“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente 'cola' muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”
Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia - uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.
“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.
A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.
Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.

Morre Maurício Torres, apresentador do “Esporte Fantástico

Jornalista Maurício Torres morre aos 43 anos

Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO – O apresentador do “Esporte Fantástico”, Maurício Morreu, morreu, aos 43 anos, neste sábado (31), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
O locutor foi vítima de uma infecção. Ele estava internado desde o dia 1º de maio, quando passou mal durante um voo do Rio de Janeiro para São Paulo.
Ao desembarcar, Maurício foi direto para o hospital, onde foi constatada uma arritmia cardíaca, segundo informou a coluna do jornalista Flávio Ricco.
Logo depois uma infecção foi descoberta, que chegou a ser combatida a base de antibióticos, mas não regrediu e agravou seu estado de saúde.
Torres deixa a esposa e uma filha de oito anos. O sepultamento será realizado no Rio de Janeiro. 

Motorista perde o controle da direção, invade casa e depois foge do local

O fato aconteceu por volta das 3 horas, da manhã deste Domingo (1), na rua Campo Sales.

 O condutor do veículo Tempra com placas de Lages, acabou perdendo o controle da direção, e invadiu uma residência, colidindo frontalmente com um poste. 

Com informações do morador ao lado, o motorista e mais 3 pessoas, após o acidente acabaram se evadindo do local, e não prestou depoimento para a Polícia Militar. Segundo o morador, ninguém ficou ferido.

Com o impacto, o poste da residência que estava para alugar, acabou sendo destruído, parte da casa também foi atingida pelo veículo. Já a casa ao lado teve parte do muro que faz a divisão de lotes totalmente destruído.

Com o susto, a família que estava dormindo ao lado da casa, foi verificar o veículo que estava na caragem embaixo da casa. Por sorte ele não foi atingido.

Os bombeiros tiveram que acionar a Celesc para fazer a retirada de um fio que ficou com altura baixa atravessando a via, para não haver problemas com algum veículo de porte grande arrebentar a fiação.




Condutor de Kadett perde o controle da direção na curva da Apae e bate em poste

O acidente aconteceu por volta das 2 horas, da madrugada deste Domingo (1), na Avenida Belisário Ramos, próximo a Apae Lages. 

De acordo com os policiais, o condutor do veículo Kadett, placa de Vacaria, ao fazer a curva sentido bairro Habitação, o mesmo acabou perdendo o controle da direção, e acabou colidindo frontalmente em um poste.

 O corpo de bombeiros foi acionado para prestar apoio ao motorista que foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres com dores no pescoço e nas costas. De acordo com a polícia, o condutor parecia estar embriagado. 

A PM deslocou com outra viatura até o hospital para realizar o teste de bafômetro. 



Secretaria da Educação lança Programa de Educação Climática nas Escolas em parceria com Udesc

  Iniciativa promoverá ações práticas de sustentabilidade e formação ambiental para estudantes e professores do Sistema Municipal de Educaçã...