'Já senti sim. Tive uma professora de literatura que quando a gente conversava não tirava os olhos da minha boca. Eu chegava a ficar sem jeito. Nunca fez mais do que isso. Nunca me tocou. Nunca se declarou. Era incrível! Eu me sentia completamente nua e desejada só de ela olhar para a minha boca', dispara Luiza
terça-feira, 1 de abril de 2014
'Em Família': Luiza diz à Clara que já sentiu desejo por mulher. 'Me atiçava'
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Dilma diz que motivações eleitorais não podem parar trabalhos do Congresso
- 01/04/2014 12h36
- Brasília
Luana Lourenço e Paulo Victor Chagas Edição: Talita Cavalcante
Ao dar posse hoje (1º) aos novos ministros da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, a presidenta Dilma Rousseff disse que “motivações meramente eleitorais” não podem impedir o andamento de projetos importantes no Congresso. Berzoini substitui Ideli, que assume o comando da pasta de direitos humanos no lugar da ex-ministra Maria do Rosário, que deixa o governo para disputar as eleições de outubro.
“Com Berzoini à frente da Secretaria de Relações Institucionais, continuaremos atuando em profícua parceria com o Congresso. Tenho certeza de que nossos aliados saberão agir para impedir que motivações meramente eleitorais acabem por atropelar a clareza e esconder a verdade na busca de respostas e soluções para os grandes problemas nacionais”, disse a presidenta.
Ideli deixa a pasta, responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso, em meio à crise com o PMDB (partido mais importante da base de apoio ao governo) e à ameaça de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a Petrobras.
Cerimônia de posse dos novos ministros da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Ideli SalvattiAntonio Cruz/Agência Brasil
Segundo Dilma, Berzoini “entende como poucos” a importância da negociação com o Parlamento e saberá atuar na articulação política neste momento. “Egresso das lutas e das negociações sindicais, com larga experiência parlamentar e ministerial, Berzoini compreende perfeitamente as características do nosso presidencialismo, marcada pela coalizão entre correntes distintas, mas que sabem se unir quando o interesse maior do nosso povo está em questão”, avaliou.
“Tenho certeza sobretudo de que, aquilo que o nosso povo quer, o governo e o Congresso unidos saberão fazer. O povo quer ter seus direitos atendidos e mais oportunidades oferecidas por serviços públicos de qualidade. Esse é o compromisso básico de nosso governo e, tenho certeza, do nosso Congresso Nacional [também]”, acrescentou Dilma.
Apesar da recente crise com o PMDB, a presidenta fez questão de listar uma série de projetos de interesse do governo aprovados pelo governo na gestão de Ideli, como a Lei de Acesso à Informação, a criação da Comissão Nacional da Verdade, a destinação dos royalties do petróleo para educação e o Marco Civil da Internet.
Dilma agradeceu à ex-ministra Maria do Rosário pela condução de “temas sensíveis e decisivos para a construção de uma sociedade mais igual e democrática” durante os 39 meses em que esteve no governo e desejou sorte nas urnas.
À nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Dilma pediu continuidade em programas como o de prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e o Viver sem Limites, de apoio a pessoas com deficiência. Ideli terá como desafio, segundo Dilma, a implantação do sistema nacional de combate a tortura, a repressão ao trabalho escravo e a garantia de direitos humanos à população em situação de rua.
“Espero que o diálogo com todos os movimentos da área de direitos humanos persista intensa e proveitosamente, porque é ouvindo demandas e debatendo as ações e políticas que continuaremos fortalecendo nossa capacidade de garantir a todos os brasileiros e brasileiras, sem exceção, seus direitos básicos de cidadania”, pediu a presidenta.
Andrés diz que influência de Lula foi decisiva no Itaquerão
Desde que o estádio do Corinthians virou realidade, muita gente ficou com a dúvida sobre qual foi exatamente o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todo o processo. Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e hoje responsável pelas obras, falou sobre o assunto no programa Bola da Vez, que vai ao ar nesta terça-feira, às 21h30, pela ESPN.
De acordo com o dirigente, a principal ajuda foi pela influência que ele tinha (ou ainda tem) para agilizar as burocracias envolvendo as obras. Lula também ajudou em algumas negociações, como no caso dos dutos da Petrobras, encontrados no solo de Itaquera.
"O Lula foi importante, é óbvio que um presidente da República, conselheiro do Corinthians, amigo meu, em muitas coisas que eu demoraria um mês para ser atendido, eu fui atendido no dia seguinte. Os próprios dutos da Petrobras, eu fui duas vezes lá e não me atendiam. Eu disse 'chefe', e virou o que virou, é o que a gente estava falando. Então, um dia, essa história toda vai ser contada e eu espero que não esteja nem eu nem ele aqui para que se fale a dificuldade que há nesse pais para se fazer as coisas bem feita", afirmou Andrés.
De acordo com o ex-presidente do Corinthians, o estádio se livrou de preços absurdos por causa de boas negociações. Mas Andrés evitou dar detalhes.
"Eu não posso falar (quem quis superfaturar) Vocês escreveram, vocês riram, vocês falaram. Os dutos da Petrobras custam de R$ 60 a R$ 100 milhões. Custou R$ 8,8 milhões. Infelizmente faz parte da hipocresia deste país", respondeu, sobre quem teria tentado ganhar em cima da arena.
"Eu disse lá trás que nem eu nem o Lula teríamos o que falar sobre esse tipo de coisa. É em cima dessa pergunta. Mas não podemos falar", completou.
Sobre a Copa do Mundo, o dirigente fez questão de explicar qual era a opinião do Lula, à época.
"Eu era a favor do Morumbi. Na verdade, eu era daquele jeito, sim e não. Não fazia força. O Luis Paulo Rosenberg [vice-presidente do Corinthians], o Lula e a diretoria do Corinthians eram a favor do estádio da Copa ser o do Morumbi", finalizou.
A História do Livro e Arte na Cidade em exposição na FCL
Dois projetos, um de literatura e outro de fotografia, em destaque na Fundação Cultural de Lages
FCL tem agendado o espaço até o fim do ano (Foto: Taina Borges)
Esta é a última semana para visitação às mostras “A História do Livro” e “Arte na Cidade”, no espaço de exposições da Fundação Cultural de Lages (FCL). A mostra literária tem texto de Carlos Henrique Schroeder e design de Roberto Lanznaster. Ela explica por meio de dez banners a trajetória do livro, desde a invenção do papel até os Ipads, e é um tema de fácil utilização em escolas e projetos ligados à literatura e temas correlatos.
O “Arte na Cidade – Lages 2013” apresenta uma proposta inovadora. Ao invés da tradicional seleção de vários artistas de diferentes mídias e formas de expressão, optou-se por uma atitude diametralmente oposta e minimalista: apenas dois artistas, ambos fotógrafos, para registrar a cidade à noite, em cores. O processo adotado pelos fotógrafos Jary Carneiro Junior e Luis Tutu apresenta uma tendência de mesclar tecnologias tradicionais e inovações relativamente recentes à produção de imagens.
O repertório inclui a utilização de lentes de plástico em uma câmera digital profissional e o uso de película colorida em uma câmera plástica Lomo, modificada pelo próprio fotógrafo, para longas exposições. Esse retorno de antigas tecnologias com as lentes plásticas empresta contornos muito peculiares às fotos, além de conferir um viés autoral à produção.
Agenda
A FCL tem agendado o espaço até o fim do ano. Na próxima semana, Angela Waltrick expõe “Vestígios da Cor” e “Autorretrato Monumento”. Em maio, Marlete Palhano apresenta “A Linha Que Forma...” Junho é o mês da mostra “Bátegas no Campo – Um Processo Pachola”, de Sebastião Gaudêncio (Gau). Angela Waltrick volta em julho com a exposição “Autorretrato Monumento (Na Fonte Gran Rocca)” e “De dentro para fora”.
O “Surrealismo de Maronil” estará em exposição no mês de agosto. “Com e Sem Tinta” chega à FCL no mês de setembro. Esta é uma obra de Sebastião Rodrigues de Albuquerque Junior (Sebastian). “Coxilha Rica – Taipas e Tons do Paraiso”, de Miriam Alice de Athaide Furtado Krieger, será apresentada em outubro. No mês de novembro, Amores Revelados – Natureza, de Ana Maria Ramos Ferreira. A exposição coletiva dos trabalhos realizados pelos alunos da Escola de Artes encerra o ano.
Data: 01/04/2014
COMO FUNCIONA UM MICRO-ONDAS?

O componente mais importante do micro-ondas é o magnetron, mais outras peças são igualmente indispensáveis. O magnetron é a peça responsável pela transformação da energia elétrica em micro-ondas. Essa transformação ou conversão se dá pelas vibrações provocadas pelos elétrons, que se deslocam em um campo magnético, criado por imãs.
O guia de ondas funciona como uma espécie de túnel , que leva a micro-onda até a câmara onde o alimento será aquecido, existe uma "ventoinha" que ajuda a dispersar as ondas dentro da câmara. A parede que é de metal ajuda a ricochetear a onda até que ela encontre o alimento para ser absorvida, já o prato faz o alimento girar aumentando assim as chances que ele coza de maneira uniforme.
Por Jacques Mendonça Alves
Esquimós e Beduínos: próximos ou distantes?
Você pode estar se perguntando: o que um esquimó, que vive nas regiões geladas próximas ao pólo norte, tem a ver com um beduíno, que vive nas areias escaldantes do deserto do Saara? A resposta é: Tudo! Ambos usam o conhecimento sobre termologia em seu cotidiano.
Você já deve ter ouvido falar que os esquimós constroem casas de gelo, os iglus. E até achar estranho a construção de casas com blocos de gelo num lugar gelado. E também se perguntar: “as pessoas não morrem de frio dentro dela?” Bom, não! Não morrem de frio.
O gelo é um ótimo isolante térmico, tão bom quanto o concreto. Desse modo, ele mantém os habitante no interior dos iglus protegidos das baixíssimas temperaturas polares (que chegam a -50 °C), pois impede trocas de calor entre seu interior e o ambiente externo. Dentro do iglu as temperaturas ficam mais aceitáveis, pois o calor produzido pela respiração e pela irradiação das pessoas ou pela ocmbustão feita em seu interior fica retido.
E os beduínos com aquelas roupas grossas? Bem, você deve ter visto algum filme com uma caravana de beduínos montados em seus camelos, viajando através do deserto do Saara. Um detalhe deve ter chamado a sua atenção: em vez de estarem de bermuda e camiseta (ou sem camisa), sob temperaturas que chegam a mais de 45 °C, eles estão sempre muito agasalhados, com roupas grossas, cobrindo todo o corpo. Por quê?
O principal motivo que leva os beduínos a usarem roupas grossas em um lugar tão quente é que os tecidos são maus condutores de ennergia térmica.
Como os tecidos de lã são isolantes térmicos, se a temperatura do corpo humano é aproximadamente 37 °C e a do deserto está a mais de 40 °C, é preferível que não ocorra troca de calor entre o corpo e o ambiente quente. Assim, roupas grossas de lã mantêm o ar dentro delas a temperaturas próximas às do corpo e impedem o calor de entrar. Além disso, a roupa envolvendo todo o corpo protege a pele do excesso de luz solar direta, evitando queimaduras.
Com essas duas situações, podemos concluir que mesmo habitantes de regiões tão diferentes como as polares ou de um deserto usam conhecimentos sobre transmissão do calor, que se revelam muito importantes ao dia-a-dia. Assim, apesar das distâncias geográficas e culturais desses povos, podemos dizer que eles estão unidos pelo seu conhecimento de termologia.
Referências:http://www.seara.ufc.br/queremosaber/quimica/oldquimica/respostas/qr0272.htm
http://fisicaemseislicoes.blogspot.com/2010/02/por-que-os-beduinos-usam-roupas-grossas.html
VC SABE PORQUE quando o gelo chega do congelador ele se prende a um objeto metálico que é colocado junto ao gelo?

A água se transforma em gelo a zero grau Celsius, mas o quando o gelo sai do ele está abaixo de zero. Quando você encosta um metal à temperatura ambiente no gelo ele derrete um pouco do gelo com que entra em contato. Acontece que os metais tem baixa capacidade térmica. Então o metal entra em equilíbrio térmico com o gelo rapidamente, adquirindo uma temperatura abaixo de zero. Como conseqüência, a água que o metal tinha derretido volta a se solidificar, agindo como "cola" entre o a pedra de gelo e o metal.
Para que esta experiência funcione, é necessário que o gelo esteja abaixo de zero, senão ele não vai conseguir congelar a água que o metal derreteu. Se o gelo estiver fora do congelador a algum tempo (por exemplo dentro da limonada já no final do almoço), ele estará em fusão, portanto exatamente a zero graus Celsius, e portanto não conseguirá resfriar a água.
Outra restrição é que o metal não pode estar à mesma temperatura do gelo ou abaixo, pois senão ele não consegue derretê-lo. Faça um teste: se o metal estiver à mesma temperatura do gelo (deixe-o bastante tempo no congelador junto com o gelo) ele não gruda no gelo.
O mesmo efeito acontece quando um corpo molhado encosta num corpo gelado. Se você tentar pegar uma gaveta de gelo com a mão molhada verá que ela gruda por um pequeno instante. E se tiver a ocasião de ir a um pais frio durante o inverno (EUA, Europa, Argentina), nunca segure um portão ou uma barreira de metal com a mão molhada nem deixe crianças encostarem os lábios nisto: ficariam grudados imediatamente e seria necessário chamar os bombeiros para aquecerem o metal com maçarico!
Anvisa define regras sobre presença de matérias estranhas em alimentos e bebidas
Paula Laboissière - Agência Brasil31.03.2014 - 10h39 | Atualizado em 01.04.2014 - 08h20
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje no Diário Oficial da União define requisitos mínimos para a avaliação de matérias estranhas em alimentos e bebidas e seus limites de tolerância.
De acordo com o texto, o regulamento tem como objetivo avaliar a presença de matérias estranhas indicativas de riscos à saúde humana e indicativas de falhas na aplicação de boas práticas na cadeia produtiva de alimentos e bebidas. “Esta regulamentação visa a promover a melhoria da qualidade e segurança dos alimentos, contribuindo para o aprimoramento das práticas adotadas pelo setor produtivo”, informou a Anvisa. “A obtenção de alimento seguro deve abranger toda a cadeia produtiva, ou seja: da produção até o consumo”, completou.
As normas são válidas para todos os tipos de alimentos, inclusive águas envasadas, bebidas, matérias-primas, ingredientes, aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia de fabricação, embalados ou a granel, destinados ao consumo humano.
Ainda segundo a publicação, as matérias estranhas indicativas de risco à saúde humana abrangem insetos, roedores e outros animais (inteiros ou em partes), além de excrementos. Objetos rígidos, pontiagudos e cortantes, fragmentos de vidro e filmes plásticos também são listados nessa categoria. Já as matérias estranhas indicativas de falhas de boas práticas incluem partes indesejáveis da matéria-prima, pelos humanos e de outros animais, areia, terra e outras partículas e contaminações incidentais.
“Os produtores, fabricantes, distribuidores e fornecedores de alimentos devem utilizar procedimentos para reduzirem as matérias estranhas ao nível mais baixo possível”, ressaltou a Anvisa. “Qualquer estabelecimento que produza, industrialize, manipule, fracione, armazene ou transporte alimentos deve atender as condições higiênico-sanitárias e as boas práticas”, finalizou.
Editor: Denise Griesinger
Anvisa suspende comércio e uso de lotes de remédio para esquizofrenia
- 01/04/2014 09h42
- Brasília
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (1º) no Diário Oficial da União suspende, em todo o território nacional, a distribuição, comercialização e o uso dos lotes C203361R, C203361R1, C203765R1, C203763R, C203361R4 (amostra grátis) e C203361R5 (amostra grátis) do medicamento Queopine (hemifumarato de quetiapina), fabricado pela empresa Glaxo Smithkline Brasil Ltda.
De acordo com o texto, a empresa encaminhou à Anvisa comunicação de recolhimento voluntário dos lotes do medicamento após a constatação de não conformidades nas embalagens do produto (troca de bulas não relacionadas ao remédio).
A resolução entra em vigor hoje.
Em Família': Luiza (Bruna Marquezine) não resiste e beija Laerte
O que Helena (Julia Lemmertz) mais temia vai acontecer no capítulo de 10 de abril, na novela "Em Família", quando Luiza (Bruna Marquezine) e Laerte (Gabriel Braga Nunes) se beijam após uma aula de flauta, dentro do carro do músico. E a iniciativa é da própria estudante, que não resiste mais à atração que sente pelo ex-noivo da mãe e lhe dá um beijo daqueles de tirar o fôlego.
Tudo começa com o interesse de Luiza em tocar flauta. Primeiro ela arrisca aguns acordes sozinha e irrita Helena, que toma o instrumento de suas mãos e as duas brigam. Mas Laerte lhe dá outra de presente e aproveita o ensejo para se aproximar ainda mais: "Você não quer umas aulas? Aquilo que te passei foram sóumas dicas", pergunta. "Fico até sem jeito. Você, um dos maiores flautistas do mundo perdendo seu tempo comigo", responde a moça. "É justamente o contrário: ganhando. Em todos os sentidos", rebate o músico, sedutor.
Durante a primeira aula, que acontece no Galpão Cultural, o clima de flerte entre os dois vai aumentando com a proximidade física de Laerte, a fim de ensinar como deve ser a respiração. Quando terminam, ele oferece uma carona e Luiza aceita. Ao chegar em frente ao prédio, eles se olham intensamente e quando vão dar os dois beijinhos de despedida acabam escolhendo o mesmo lado, o que faz com que quase dêem um selinho.
Justamente nesse momento Chica (Natália do Vale) passa por ali de carro com Ricardo (Herson Capri), por uma coincidência, e vê a cena. Preocupada, Luiza decide esperar um pouco mais para sair do carro, na intenção de evitar comentários. "Ganhei mais cinco minutos", comemora Laerte. "Ganhou mais do que isso", diz a universitária, que o beija em seguida. Depois que se afastam, ela faz menção de abrir a porta para sair, mas se volta para um segundo beijo, ainda mais quente.
Abalados, tanto um quanto o outro terá dificuldade para dormir depois do acontecido. Luiza entra em casa sonhando acordada, porém se depara com Helena em seu quarto e, com cara de poucos amigos, a mãe pergunta onde ela estava. Será que a jovem vai dizer a verdade?
PCC usava Porto de Santos para enviar droga para a Europa; 23 foram presos
O Primeiro Comando da Capital (PCC) participava de um esquema de envio de cocaína para a Europa, a África e a América Central pelo Porto de Santos, segundo investigação da Polícia Federal. É a primeira vez que há provas de ligação da facção criminosa com o tráfico intercontinental de drogas.
As Operações Hulk e Oversea, iniciadas no ano passado e deflagradas ontem na capital e na Baixada Santista, resultaram na prisão de 23 suspeitos - 13 estão foragidos. Foram expedidos também 80 mandados de busca e apreendidos dez veículos, uma embarcação, 19 pistolas, dois fuzis e 3,7 toneladas de cocaína - em todo o ano passado, foram apreendidas 4 toneladas da droga no porto.
A droga era trazida da Bolívia pela fronteira com o Paraguai, atravessava São Paulo e chegava à Baixada. Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, a África e até para Cuba em navios sem o conhecimento dos responsáveis pelas embarcações.
Segundo as investigações da PF, havia a articulação de diversas células criminosas para executar o plano de transporte da cocaína. Os homens do PCC ficavam encarregados do processo final no porto. Cabia a eles encontrar os navios que atendessem às necessidades da quadrilha, como destino, e infiltrar criminosos nos barcos para fazer o carregamento da cocaína.
O relato da PF sobre a quadrilha enviado à Justiça, que resultou na expedição dos mandados de busca e apreensão e de prisão, informa que André Oliveira Macedo, ou André do Rap, de 37 anos, e seu comparsa Jefferson Moreira da Silva, o Dente, de 36, davam ordens para seus subordinados do PCC cooptarem funcionários que atuavam em Recintos Alfandegários de Exportação (Redex) para descobrir navios propícios para o transporte da droga e facilitar a entrada de traficantes.
André do Rap é apontado como líder da facção na Baixada - encarregado de tarefas de ponta, como a coleta da "rifa" (contribuições dos integrantes do PCC) e o fornecimento de armas de fogo a parceiros. Ele e Dente estão foragidos. Ambos estão com prisão temporária decretada pela Justiça Federal.
Da fronteira. O esquema começava na fronteira do Paraguai. Um dos acusados presos ontem, João dos Santos Rosa, coordenava a compra da cocaína com os países vizinhos, por intermédio de Raimundo Carlos Trindade, preso em julho do ano passado com 503 quilos de cocaína.
Eles integravam a célula que incluía o boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, vulgo Federi, também foragido e tido como o principal fornecedor da cocaína ao esquema. Outros integrantes das células tinham contato com compradores na Espanha e em outros países.
Depois que esse grupo fez a aliança com o PCC da Baixada, a rota para o tráfico internacional foi estabelecida.
A cocaína, considerada pura, era colocada em sacolas ou mochilas, que eram inseridas em contêineres por funcionários dos Redex. Há 47 Redex registrados em Santos. Um grupo entrava nos recintos e, após inserir as mochilas nos contêineres, usava lacres falsos. Quando a droga chegava ao destino, outra quadrilha atuava para recuperá-la.
Investigação. A PF suspeita que a célula que atuava entre o Paraguai e a capital tenha sido responsável por um intenso tiroteio contra policiais federais, em setembro do ano passado, na Rodovia SP-255, em Bocaina, em que um agente foi morto com um tiro de fuzil. Na ocasião, a PF já investigava o grupo.
Os policiais tentavam interceptar um avião carregado de cocaína. A ação fez com que a aeronave não conseguisse pousar e acabou caindo. O piloto conseguiu fugir do local. / COLABOROU ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO
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